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Coimbra: Associação vai criar museu de arte na paisagem do Pinhal Interior

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A diretora regional de Cultura do Centro, Suzana Menezes, anunciou hoje que a Associação Cortiçada Art Fest vai criar um museu de arte na paisagem, “sem paredes e sem fronteiras”, na zona do Pinhal Interior.

“[A Associação Cortiçada Art Fest] tem o objetivo fundamental de desenvolver a ideia de um museu de arte na paisagem. Um museu sem paredes e sem fronteiras, que vai funcionar com pressupostos -chave daquilo que é um museu”, destacou.

Durante a sessão de apresentação da Associação Cortiçada Art Fest, que decorreu ao final da manhã de hoje, no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, Suzana Menezes aludiu ao conceito inovador do Museu Experimenta Paisagem.

“Tem a particularidade de estar integrado numa paisagem natural, numa paisagem geográfica e, sobretudo, numa paisagem humana, daí que a grande relevância do projeto venha a ser o trabalho em cima do património material e imaterial dos nossos territórios”, justificou.

De acordo com a diretora regional de Cultura do Centro, esta associação – que tem como associados fundadores a Direção Regional de Cultura do Centro, o Turismo Centro de Portugal, os municípios de Proença-a-Nova, Oleiros e Sertã, o Centro Nacional de Cultura, a Universidade de Coimbra e a MAG – Marques de Aguiar – pretende “potenciar um modelo de transformação territorial urbano em contexto rural”.

“Visa também a investigação científica, daí termos connosco um conjunto de entidades de ensino superior; a promoção de desenvolvimento territorial e do turismo cultural, esta razão fundamenta o interesse dos nossos municípios, também da Entidade de Turismo do Centro e da própria Direção Regional de Cultura. O objetivo final é afirmarmos a região Centro como um destino internacional de arte na paisagem”, sublinhou.

Ao longo da sua intervenção, Suzana Menezes recordou que esta associação teve na sua génese no projeto “Experimenta Paisagem”, desenvolvido entre 2019 e 2021, no âmbito do programa de revitalização do Pinhal Interior, que surgiu como resposta imediata às dificuldades enfrentadas na sequência dos incêndios de 2017.

“Foi criada, na altura, uma linha de financiamento, que tinha como intenção apoiar o desenvolvimento de projetos culturais e artísticos, que intervindo nos territórios alvos de incêndios, permitisse, de certo modo, reabilitar as comunidades por via da arte e da cultura”, acrescentou.

Este projeto permitiu a criação de dois roteiros, visitáveis e com site próprio: o Roteiro de Arte da Cortiçada e o Roteiro de Arte nas Linhas de Água.

“Com o sucesso e impacto do projeto nas comunidades, entendemos que teríamos condições para dar passo em frente e alargar conceito a outros territórios. Nesse contexto criámos a associação, que vai, daqui em diante, fazer gestão integrada deste projeto, envolvendo para isso um conjunto ainda mais alargado de municípios, um conjunto ainda mais alargado de entidades públicas e privadas, com objetivo fundamental de desenvolver a ideia de museu de arte na paisagem”, informou.

Nesta ocasião, o presidente do Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado, sublinhou que este é um projeto que pode vir a acabar com o mito de que a atividade turística está muito concentrada e alavancada apenas nos territórios do litoral.

“Estes territórios de baixa densidade têm também eles um contributo inestimável para nós posicionarmos o destino centro de Portugal. A segunda ideia é a própria reinterpretação da dinâmica criada pela cultura e de que forma pode alavancar a fruição e a atividade turística”, considerou.

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