Coimbra

Coimbra aposta nos biorresíduos “e quer fugir aos milhões do aterro”

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 hora atrás em 20-03-2026

A Câmara de Coimbra lançou hoje a rede de compostores comunitários que vai abranger todas as freguesias para incentivar à separação dos biorresíduos e à recolha seletiva, evitando a deposição em aterro sanitário e custos elevadíssimos ao município.

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O primeiro compostor comunitário ficou instalado junto à sede da Junta de Freguesia de Torre de Vilela e Trouxemil, seguindo-se nas próximas semanas as restantes freguesias do concelho.

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A recolha de biorresíduos em Coimbra, iniciada no verão de 2024, é uma aposta da autarquia, que, em breve, vai também começar a recolha porta a porta e promover uma rede de compostores domésticos familiares, através de projetos financiados pelo Fundo Ambiental.

“O objetivo nacional e europeu é ter 10% de resíduos sólidos urbanos em aterro, mas estamos muito longe disso e, por isso, uma das principais formas de evitar a deposição em aterro é sem dúvida a separação e a recolha seletiva dos resíduos, em particular dos biorresíduos”, disse aos jornalistas o vereador Luís Filipe.

Em 2025, o município de Coimbra recolheu 157 toneladas de biorresíduos, mas com os projetos que vão arrancar dentro “de um mês ou dois” o potencial de crescimento é muito elevado.

“Tudo o que pudermos fazer para evitar que os resíduos vão para aterro é fantástico”, salientou Luís Filipe, referindo que a Câmara paga anualmente cerca de seis milhões de euros para suportar o depósito dos resíduos em aterro.

Apesar de ainda “haver muito a fazer” na área dos biorresíduos, o autarca considerou que estão a ser dados passos para que Coimbra seja um concelho “mais sustentável, mais amigo do ambiente e com um orçamento menos onerado”.

Na apresentação dos resultados de 2025, a Câmara de Coimbra revelou que recolheu mais 2,2% de resíduos recicláveis (embalagens plástico, vidro e papel e cartão) relativamente a 2024, num total de cerca de nove mil e cem toneladas.

Hoje de manhã, na Junta de Freguesia de Torre de Vilela e Trouxemil, na apresentação dos resultados, o responsável pelo Departamento de Ambiente e Sustentabilidade da Câmara de Coimbra salientou que um dos maiores aumentos percentuais (16,1%) ocorreu na recolha de óleos alimentares usados.

Segundo António Martins, também a recolha de resíduos elétricos e eletrónicos registou uma subida de 11,3%, com mais de 92 toneladas recolhidas em 2025.

A recolha de madeiras também aumentou 19,9%, para as 321 toneladas, enquanto a recolha de sucata baixou 7,7%, das 42 para as 39 toneladas.

Os serviços da Câmara de Coimbra recolheram ainda 1.012 toneladas de resíduos de grandes dimensões (monos), um aumento significativo face às 870 recolhidas em 2024.

No conjunto, e considerando a receita gerada pela valorização destes resíduos, e a poupança associada à redução do envio para aterro – pago a 100 euros a tonelada – o município de Coimbra referiu ter alcançado um impacto financeiro superior a um milhão de euros.

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