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 Coimbra apoia 82 associações culturais com quase meio milhão de euros

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O executivo da Câmara de Coimbra aprovou hoje, em reunião, uma proposta de cerca de 485 mil euros de apoio financeiro a 82 associações culturais que se candidataram ao programa para atividade permanente.

Ao todo, foram submetidas 88 candidaturas no âmbito do “Apoio Financeiro Municipal à Atividade Permanente para 2022 – Associativismo Cultural Geral”, tendo quatro sido excluídas por razões regulamentares e uma que se excluiu, referiu o presidente da Câmara, José Manuel Silva, que assume a pasta da cultura.

Segundo o autarca, mais de 50% das entidades tiveram um aumento de apoio face a 2021, 21 mantiveram e apenas nove registaram um decréscimo, com base na aplicação do regulamento em vigor.

De acordo com José Manuel Silva, houve um aumento de 100 mil euros (mais 26%) nos apoios prestados face a 2021.

Os maiores aumentos registaram-se nas áreas da música, cinema e audiovisual, cultura e recreio e teatro.

Durante a reunião do executivo, José Manuel Silva reafirmou a intenção de apresentar uma nova estratégia para a cultura em outubro e de se avançar com uma revisão do atual regulamento de apoio, assim como uma reflexão sobre o apoio municipal à atividade pontual.

A vereadora do PS Carina Gomes (que teve a pasta da cultura no anterior executivo) notou que o processo esteve nas mãos do presidente da Câmara “oito minutos”, criticando o facto de o processo ter demorado 105 dias entre o encerramento das candidaturas e a proposta de decisão, quando o regulamento aponta para uma decisão num prazo máximo de 60 dias.

“Não vale a pena culpar os serviços, que os serviços são os mesmos. Até agosto, estas entidades estarão sem receber um cêntimo da Câmara Municipal de Coimbra”, criticou.

Também o vereador da CDU, Francisco Queirós, o único a abster-se na votação da proposta, pediu uma reflexão sobre todo o processo de atribuição de apoios para que não haja dúvidas sobre a razão de haver aumentos ou decréscimos nos montantes.

José Manuel Silva, em resposta a Carina Gomes, considerou que a afirmação de Carina Gomes sobre o lapso de tempo “está bem colocada”.

“É algo que eu próprio me questiono. Porque é que as mesmas pessoas que faziam em 60 dias, fazem agora em 105? Preocupa-me os atrasos no financiamento”, disse, referindo que a revisão do regulamento e reestruturação dos serviços deverão combater esses atrasos.

“A responsabilidade não é dos serviços. A responsabilidade é sua. Eu consegui estes prazos”, respondeu Carina Gomes.

No período antes da ordem do dia, a vereadora do PS criticou ainda o presidente da Câmara por ter decidido acabar “com a Mostra de Estátuas Vivas” e questionou se também quer acabar “com a Feira dos Espantalhos”, evento “que já teve 16 edições”.

José Manuel Silva vincou que a guerra na Ucrânia obrigou o município a fazer opções no que toca à programação cultural, salientando que toda a programação “está a ser avaliada”.

“Todas as organizações anteriores serão devidamente consideradas, queremos remodelar algumas e introduzir novas iniciativas num processo que pretendemos que seja adequado à diferenciação cultural que deve ter Coimbra, naturalmente numa perspetiva eclética. De qualquer forma, agradeço a sua preocupação pela mostra dos espantalhos”, afirmou o autarca.

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