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Coimbra

Coimbra: Agência do Arnado da Caixa Geral de Depósitos vai fechar

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A Agência da Caixa Geral de Depósitos do Arnado em Coimbra vai encerrar, denunciou hoje o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do grupo CGD (STEC) em declarações ao Notícias de Coimbra.

Mauro Barbosa afirma que a agência, situada na Avenida Fernão de Magalhães, vai encerrar em Coimbra e faz parte da lista de Caixas integradas na intenção da Administração da CGD em encerrar mais 23 Agências em Portugal Continental.

A agencia irá encerrar em Coimbra até ao final do mês e já se encontra com horário reduzido do funcionamento da caixa, que encerra a partir das 12h30. No concelho de Coimbra a CDG continua a ter balcões na Praça 8 de Maio, Calhabé, Celas, Vae das Flores, Pedrulha e São Martinho do Bispo.

O sindicato revela que “teve conhecimento que a Administração da CGD, após o recente anúncio do vultuoso lucro de 486 milhões, no primeiro semestre de 2022, decidiu cortar ainda mais nos custos e encerrar mais 23 Balcões, no decorrer do corrente mês de agosto, com maior incidência nas regiões de Lisboa e Porto”.

O sindicalista explica em comunicado que a “organização sindical mais representativa” destes trabalhadores desconhece “outros motivos que não seja a intenção de reduzir despesas, mesmo à custa da desvalorização da capacidade da CGD enquanto Banco Público

“Não podemos deixar de registar, em simultâneo, um inevitável congestionamento dos restantes Balcões dessas áreas, apesar destes já não conseguirem atualmente dar uma resposta adequada ao serviço, nomeadamente por decréscimo de trabalhadores” refere, acrescentando que 2012 a 2022 saíram da CGD mais de 3300 trabalhadores.

Como “único Banco Público que temos no país” tem – conclui Mauto Barbosa – “responsabilidades sociais e económicas” no entanto“desde o ano 2012 que a CGD já encerrou mais de 300 Agências em Portugal, um número avassalador. Trata-se em muitos casos da entrega de “bandeja” de negócio rentável e lucrativo aos Bancos Privados, perdendo-se com isto centenas, ou mesmo milhares, de clientes Particulares e Empresariais” – sublinha.

Abordando o Governo na denuncia pública o STEC acusa tratar-se de um “cenário de claro abandono da CGD de vastas e povoadas zonas do país. O Governo não se pode demitir da sua responsabilidade no que respeita à coesão territorial de que tanto fala, mas que depois deixa ao livre-arbítrio de decisões de gestão, que neste caso e lamentavelmente até são de carácter público”.

O STEC revela que já denunciou “aos vários responsáveis políticos como o Governo, Presidente da República, partidos com assento parlamentar e poder local, bem como à própria Administração da CGD, para “a deterioração da capacidade da CGD enquanto Banco Público”.

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