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Coimbra: “A cidade e as sombras” celebra 40 anos dos Encontros de Fotografia

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A Sala da Cidade dos Paços do Concelho de Coimbra acolhe a partir de hoje a exposição “Coimbra – A Cidade e as Sombras, 40 Anos dos Encontros de Fotografia”, uma parceria do Centro de Artes Visuais (CAV) – Encontros de Fotografia e da Câmara Municipal de Coimbra.

A vereadora da Cultura, Carina Gomes, acompanhada pelo diretor do CAV, Albano Silva Pereira, inaugurou esta tarde a exposição, que está patente até 27 de fevereiro de 2021, com entrada livre, podendo ser visitada de terça a sábado, das 13h00 às 18h00, com acesso pela Rua Olímpio Nicolau Rui Fernandes.

Esta exposição pretende comemorar quatro décadas da primeira edição do Festival, organizado pelo Centro de Estudos de Fotografia. O evento afirmou-se como o principal divulgador da fotografia em Portugal, ao longo das décadas de oitenta a noventa, perdurando na memória coletiva dos conimbricenses e cuja vocação está representada agora no CAV, equipamento municipal que acolhe programação regular ligada às artes da imagem, privilegiando a contemporaneidade da fotografia no contexto da arte contemporânea.

Nesta exposição comemorativa estão patentes obras de 19 autores nacionais e internacionais: André Mérian, António Júlio Duarte, Augusto Brázio, Bernard Plossu, Debbie Fleming Caffery, Didier Morin, François Méchain, Frederic Bellay, George Krause, Humberto Rivas, Inês Gonçalves, JoanFontcuberta, Manuel de Freitas, Max Pam, Nils-Üdo,Paul DenHollander, Paulo Brighenti, Paulo Nozolino e Rui Chafes.

 

A exposição distribui-se por três núcleos intitulados “Coimbra”, “Ao Espelho da Sereia” e “Coração da Ciência”, apresentando uma retrospetiva de três projetos expositivos, que fazem parte da história dos Encontros de Fotografia, resultado de uma seleção de obras pertencentes à coleção do CAV, referenciadas por Albano Silva Pereira.

Reproduzimos o texto alusivo à exposição, da autoria de Albano Silva Pereira:

Coimbra – A Cidade e as Sombras

40 Anos dos Encontros de Fotografia

 A 5 de Maio de 1980 realizavam-se os primeiros Encontros de Fotografia. Desse momento fundador resta apenas uma memória vaga, a dos que fizeram essa edição inaugural do festival – fossem eles os organizadores, os fotógrafos ou até mesmo os visitantes das exposições.

Alguém se lembrou de repetir um gesto tantas vezes ensaiado ao longo dos anos e resolveu emoldurar, agora não uma imagem fotográfica, mas um cartaz daqueles primeiros Encontros de Fotografia. No seu amarelo pálido e com um grafismo datado, este revela-se aqui como um guardião dessa memória já longínqua, mas cujo legado perdura na memória colectiva de muitos. A sua presença na entrada desta exposição assinala por isso todos aqueles que, por uma razão ou outra, cruzaram a sua vida com a dos Encontros de Fotografia.

Em 2020, comemoram-se os 40 anos da primeira edição dos Encontros de Fotografia.

Desde 1980, ano em que se realizou aquele primeiro festival, ainda de forma tímida e amadora, mas certamente convicta, muitos anos se passaram e o entendimento da fotografia, e, no seu espectro mais alargado, das artes visuais, sofreu diversas transformações. Estas alterações estão por isso plasmadas na própria evolução da instituição, que, desde o início, assumiu como missão primordial a divulgação da fotografia, reivindicando para si a tarefa de trazer a Portugal nomes incontornáveis da história desta disciplina artística e, da mesma forma, fotógrafos contemporâneos que se revelaram, mais tarde, também eles fundamentais. Não podemos, por isso, deixar de sublinhar o importante papel que os Encontros de Fotografia, enquanto agente produtor e de divulgação, desempenharam no panorama artístico de Portugal nas últimas décadas do século XX.

Importa também realçar a ligação umbilical que os Encontros desde sempre mantiveram com a cidade de Coimbra. Foi esta a cidade que os viu nascer e é esta a cidade que testemunha o seu longo, e por vezes tortuoso, percurso. Teria sido certamente mais fácil deslocalizar o festival para um centro urbano tendencialmente mais internacional e propício ao desenvolvimento de um evento que se pretendia tão ambicioso. Mas foi precisamente essa vontade férrea e resiliente de lutar contra a corrente, quase como se de um desígnio se tratasse, e afirmar Coimbra como um centro de arte contemporânea no domínio da fotografia que possibilitou este vínculo intrínseco e singular.

Os Encontros de Fotografia também se tornaram, por sua vez, testemunhos da própria evolução da cidade, porquanto sempre a viram como instrumento de trabalho, como base para as suas próprias produções, como fonte e ponto de partida para as propostas que iam fazendo aos fotógrafos participantes nos festivais.

É por isso que a cidade, e as suas sombras, os seus vultos, as suas linhas, são temas recorrentes das fotografias que integram a colecção dos Encontros de Fotografia. Foi Coimbra que inaugurou a nova faceta dos Encontros de Fotografia, transformados em 2003 no renovado Centro de Artes Visuais. Foi com Coimbra que o novo espaço se apresentou à cidade. Não poderíamos por isso deixar de recuperar aqui este corpo de trabalho tão carregado de memória. As fotografias atravessam várias décadas da nossa história e da própria história da cidade, desde as impressões deixadas pelos fotógrafos que integraram as primeiras edições do festival, nos idos anos 80, até às mais recentes incursões que culminaram num dos últimos projectos de encomenda que os Encontros apresentaram a vários artistas, o Espelho da Sereia.

Boa viagem.

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