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Desporto

Clubes dizem ter parecer para destituição do presidente da direção da Liga de Futebol

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Vinte e quatro clubes das ligas profissionais anunciaram hoje que têm um parecer jurídico que lhes garante o fundamento para a destituição dos presidentes da Mesa da Assembleia-Geral e da direção da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

Após uma reunião de cerca de seis horas, em Fátima, o presidente do Vitória de Guimarães, Júlio Mendes, foi o porta-voz dos 24 clubes que se mantiveram até ao fim, depois da saída de Benfica, Sporting e Marítimo.

Num comunicado lido aos jornalistas, o dirigente adiantou que 81 por cento dos presentes, “que representam 61% do universo eleitoral” da LPFP, aprovou o pedido para a convocatória de uma Assembleia Geral Extraordinária “com vista à destituição do presidente da direção” e do “presidente da Mesa da Assembleia Geral da LPFP”.

Júlio Mendes adiantou ainda que os clubes pretendem convocar eleições para o dia 02 de junho, um objetivo que já foi tentado por três vezes anteriormente, sem sucesso.

“Por esse motivo vamos marcar uma Assembleia Geral para a destituição da Mesa da Liga, fundamentado e sustentado num parecer jurídico de um professor universitário, que nos dá garantia de que a razão nos assiste”, revelou.

Hoje, o presidente da Mesa da Assembleia, Carlos Deus Pereira, também anunciou a realização de eleições para o dia 11 de junho de 2014, mas o presidente do Vitória de Guimarães entende que são “coisas distintas”.

“A assembleia que está marcada não tem rigorosamente nada a ver com esta assembleia que está a ser marcada por iniciativa dos próprios clubes, uma vez que quem tinha de a marcar não a fez em tempo oportuno”, disse, sublinhando que o “objetivo imediato que sai desta reunião” é a “destituição dos dois principais responsáveis”.

Para o dirigente, só após a saída de Mário Figueiredo, presidente da direção da LPFP, e de Carlos Deus Pereira, os clubes podem começar a trabalhar num novo rumo para o futebol português.

“Temos de começar a casa pelos alicerces e não pelo telhado. Depois de resolvermos esta questão e de encontrarmos um novo modelo de governação, ou seja, de termos a casa arrumada, vamos aprovar, em sede própria, com legitimidade, as questões que têm a ver com competições e com a legislação”, informou Júlio Mendes.

Alguns clubes defendiam a alteração dos estatutos numa primeira fase, mas, de acordo com Júlio Mendes, “a maioria entendeu que esta era a prioridade [a destituição do presidente], o que não significa que discorde dos pontos, mas considera que não é oportuno fazer a sua discussão uma vez que há algo mais importante a resolver agora”.

Outra das deliberações tomadas foi a criação de uma equipa de trabalho, constituída por dez clubes, seis da I Liga (Nacional, Estoril-Praia, Belenenses, Rio Ave, Vitória de Guimarães e Académica) e quatro da II Liga (Beira-Mar, Penafiel, União da Madeira e Oliveirense).

Segundo Júlio Mendes, o objetivo deste grupo é “preparar e apresentar uma proposta de novos estatutos e de um novo modelo de governação da LPFP”.

Académica de Coimbra, Estoril, Belenenses, Sporting de Braga, Vitória de Guimarães, Vitória de Setúbal, Paços de Ferreira, Rio Ave, FC Porto, Olhanense, Nacional, Gil Vicente, Benfica, Sporting, Arouca e Marítimo foram os clubes da I Liga presentes na reunião, que decorreu num hotel em Fátima.

Já os clubes da II Liga que participaram no encontro foram Trofense, Desportivo das Aves, Portimonense, Farense, Feirense, União da Madeira, Penafiel, Tondela, Beira-Mar, Oliveirense e Santa Clara.

Benfica, Marítimo e Sporting saíram antes da votação.

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