O circuito português de surf de 2026 mantém a mesma estrutura da última temporada com cinco provas, entre abril e novembro, começando na Figueira da Foz e terminando em Peniche, revelou hoje a Associação Nacional de Surfistas (ANS).
PUBLICIDADE
“Vai arrancar mais uma temporada da principal competição nacional. A Liga MEO é a casa do surf português e é onde competem os melhores surfistas portugueses”, afirmou aos jornalistas Francisco Rodrigues, presidente da ANS.
PUBLICIDADE
O responsável falava na Ericeira, onde decorreu a conferência de imprensa de apresentação da 16.ª edição da Liga MEO Surf, que arranca na Figueira da Foz, no início de abril, passando depois pelo Porto, no final de abril, pela Ericeira, no final de maio, pelos Açores, em meados de junho, e com a quinta e última etapa marcada para Peniche, no início de novembro.
“No ranking do ano passado, o ‘top 5’ masculino e feminino foi liderado por jovens surfistas com uma média de idade entre os 21 e 22 anos. O desafio, dos mais novos aos mais experientes, é permanente e é isto que faz da Liga, de ano para ano, a sede da inovação do surf nacional”, realçou Francisco Rodrigues.
O atual campeão nacional de surf, Francisco Ordonhas, esteve presente no evento de lançamento e mostrou vontade de defender o título, além de querer lutar pela qualificação para o circuito secundário (Challenger Series) da Liga Mundial de Surf (WSL).
“Estou bem psicologicamente e sinto-me preparado para fazer mais um ano, sobretudo com o objetivo de tentar revalidar o título, apresentar bom surf e fazer bons ‘heats’. Quero também tentar entrar nas Challenger Series, mas sem muita pressão”, lançou Ordonhas, de 20 anos, que foi campeão europeu júnior em 2024.
Já a hexacampeã nacional Teresa Bonvalot, que esteve ausente do evento devido à preparação para a última etapa das Challenger Series, que vai ser disputada na Austrália (entre 08 e 15 de março), onde vai procurar repetir o feito das compatriotas Francisca Veselko e Yolanda Hopkins, que já se qualificaram para a elite mundial (Championship Tour), deixou uma mensagem através de vídeo.
“Não vou estar no início da Liga. Vou competir na Austrália e espero juntar-me às restantes portuguesas no circuito principal [da WSL]. Falta uma etapa e vou com tudo. Depois, logo vemos como vai ser o resto do ano”, sublinhou a olímpica lusa.
Frederico Morais, ex-top mundial e tricampeão português, esteve presente na Ericeira, e deixou a garantia que vai correr a Liga em busca do quarto título.
“Adorava ganhar o quarto título. Seria especial. Se conseguir vou correr todas as etapas. Adorava manter-me nas Challenger Series para depois me qualificar para o Championship Tour. Depois da lesão, sinto-me cada vez melhor e quero voltar a fazer o meu melhor surf”, destacou o atleta de 34 anos.
Maria Salgado e Gabriela Dinis, tal como Afonso Antunes, também estiveram presentes na Boardriders, e também se mostraram entusiasmados com a nova época que está prestes a começar.
Já Tiago Pires, o primeiro português que correu o circuito mundial, e que já encerrou a carreira competitiva, elogiou a qualidade da organização do circuito português, considerando que é um dos alicerces para potenciar os jovens surfistas lusos para outros ‘voos’.
“Temos provavelmente a melhor liga de surf da Europa, um circuito que faz inveja aos países vizinhos”, salientou o experiente surfista.
PUBLICIDADE