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Circolando faz teatro entre a Alta e a Baixa de Coimbra

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A companhia Circolando estreia hoje “Derivas: Coimbra”, um espetáculo que também é um percurso entre a Alta e a Baixa da cidade, à descoberta de diferentes camadas de histórias e de memórias por trás dos muros.

rua-direita

O projeto, que arranca hoje às 19:00, tem sessões todos os dias até domingo (com exceção do sábado), sendo de entrada gratuita.

O percurso de três horas, com direito a bifanas pelo meio e um concerto no fim, vai andar “entre a Alta e a Baixa”, em que se para e se entra “em sítios onde acontecem pequenas peças de teatro”, disse à agência Lusa um dos diretores artístico do espetáculo, André Braga.

“A ideia do projeto é descobrir o que está por trás dos muros, do espaço devoluto, que está esquecido, que não se vê no dia-a-dia”, sublinhou, referindo que ao longo dos caminhos pelos quais vão ser guiados sete grupos de 25 pessoas vão surgir “manchas, muros, abandono” e camadas de “histórias e memórias acumuladas”.

O ponto de encontro é o Largo do Romal, na baixa, sendo que os sete grupos fazem um circuito com a ajuda de um guia, parando depois em lugares específicos onde se desenrolam pequenas peças de cerca de quinze minutos, que misturam teatro, música e dança.

Rua Velha, Rua da Louça, Rua Direita, Pátio da Inquisição ou a Misericórdia são alguns dos espaços por onde o projeto vai andar.

No final, há uma instalação vídeo e um concerto dos BØDE.

No projeto, participam também vários conimbricenses, seja músicos (como o grupo Segue-me à Capela) ou pessoas que fazem parte do Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra.

“Aqui surge em grande evidência as noções de estratos e camadas e a certeza de uma cidade com vários metros de profundidade”, refere a sinopse do espetáculo, realçando que “estão para perdurar os ecos de distinção antiga entre a alta e os arrabaldes”.

Para o Circolando, o projeto é acima de tudo um desafio lançado para se caminhar num percurso alternativo e se descobrir “uma outra cidade”, um passeio ao redor de muros “visíveis ou invisíveis”.

O espetáculo é coproduzido pela Circolando, pelo Convento São Francisco e pela Câmara Municipal de Coimbra.

A peça não é aconselhável a pessoas com mobilidade reduzida.

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