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Coimbra

Cinco anos depois do encerramento do Instituto de Souselas pais ainda reclamam transporte escolar (com vídeo)

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Mais de 70 crianças da União de Freguesias de Souselas e Botão que frequentam a Escola da Pampilhosa, no concelho da Mealhada, estão sem transporte escolar. O problema surgiu em 2017 com o encerramento do Instituto Educativo de Souselas (INEDS), mas ainda hoje se mantém. O assunto voltou esta segunda-feira à ordem do dia, depois da intervenção de uma mãe na reunião da Câmara Municipal de Coimbra, que se realizou no Centro Social da Marmeleira. 

“Há 74 crianças provenientes desta união de freguesias que frequentam o agrupamento de escolas da Mealhada, nomeadamente a escola da Pampilhosa e o transporte é inexistente”, afirmou a freguesa Sofia Seiça com filhos em idade escolar. “Eu não tenho culpa que o INEDS tenha fechado ou que o Governo tenha decidido fechá-lo como me dizem sempre”, lamentou.

Recorde-se que o estabelecimento, que era frequentado por 560 alunos do 5.º ao 12.º anos de escolaridade, sobretudo da zona Norte de Coimbra, mas também de algumas localidades de Penacova, fechou em 2017 depois de ter perdido o contrato de associação com o Estado. Os estudantes passaram a ter de se deslocar para a Adémia ou para a Escola D. Dinis, em Eiras (Coimbra), tendo a maioria optado pelo concelho vizinho da Mealhada devido à proximidade territorial.

A questão colocada por Sofia Seiça já tinha sido lançada pelo vereador José Dias (PS) no início da reunião. A resposta foi dada pela vereadora Ana Cortez Vaz, da Educação e da Ação Social, que lembrou que o problema já é antigo mas que “o transporte tem de ser assegurado e isso está a ser feito”, nomeadamente no âmbito da preparação do “plano municipal de transportes escolares para o próximo ano”. A responsável adiantou que o município terá de exercer “alguma pressão junto da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra”, dado que em causa estão deslocações entre os concelhos de Coimbra e Mealhada.

Ana Cortez Vaz apelou ainda a que os pais façam o pedido de transporte escolar na plataforma do município para o efeito, a SIGA, revelando que no ano letivo em curso apenas oito pais o fizeram. Sofia Seiça reconheceu que essa é uma dificuldade e pediu ajuda à Junta de Freguesia para a informação seja divulgada. 

A munícipe aproveitou ainda a sua intervenção para confrontar o executivo com a urgência em “ajustar os horários dos SMTUC às reais necessidades da população” e deu o exemplo de um filho seu, a estudar na Escola Secundária Avelar Brotero, que “para entrar às 08:30 da manhã tem de se levantar às 06:30 e quando sai às 18:20, só consegue apanhar autocarro às 20:15 e chega a casa por volta das 21:00”. Sofia Seiça sugeriu ainda que se faça um levantamento junto da população.

“É claro que temos todo o interesse em ajustar os horários às verdadeiras necessidades”, disse a vereadora Ana Bastos, que é também presidente do Conselho de Administração dos SMTUC. “A dificuldade é auscultar a população, a melhor forma é por escrito, façam chegar diretamente à Junta de Freguesia as questões que as compilará e enviará aos SMTUC”, solicitou, ressalvando que não é possível “ter um autocarro de 10 em 10 minutos em todas as zona do concelho”.

 

Veja o vídeo com a entrevista a Ana Bastos:

 

 

 

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