Primeira Página
Cientistas podem ter encontrado a cura para a diabetes tipo 1
Imagem: depositphotos.com
Uma equipa de cientistas do Medical University of South Carolina anunciou um plano inovador que visa tratar e possivelmente curar a diabetes tipo 1, combinando células produtoras de insulina com células do sistema imunitário modificadas para protegê‑las.
PUBLICIDADE
A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune em que o próprio sistema imunitário ataca as células beta do pâncreas — as responsáveis pela produção de insulina. Sem estas células, o organismo não consegue regular os níveis de açúcar no sangue, obrigando os pacientes a injeções de insulina diárias ao longo de toda a vida e deixando‑os expostos a complicações graves.
PUBLICIDADE
A estratégia dos investigadores assenta em dois componentes principais:
- Células produtoras de insulina derivadas de células‑estamina — produzidas em laboratório, estas células substituem as células beta destruídas pela doença, oferecendo uma fonte potencialmente ilimitada de células funcionais.
- Células imunitárias “personalizadas” — os cientistas estão a modificar células T reguladoras (Tregs) com recetores específicos que as guiam diretamente para as células produtoras de insulina, atuando como verdadeiros “guarda‑costas”, impedindo o sistema imunitário de as atacar.
Ao contrário dos tratamentos tradicionais com imunossupressores — que reduzem a defesa do organismo e têm efeitos secundários significativos — esta abordagem procura precisamente ensinar o sistema imunitário a proteger as novas células de insulina sem comprometer o resto do sistema de defesa.
O projeto recebeu apoio financeiro significativo, com 1 milhão de dólares de financiamento da organização Breakthrough T1D, que busca terapias de próxima geração para a diabetes tipo 1.
Um dos objetivos é criar um tratamento “off‑the‑shelf” — isto é, pronto a ser utilizado — que pudesse ser administrado a pessoas com a doença em qualquer fase, incluindo aquelas que já viveram muitos anos sem células beta funcionalmente ativas.
Embora promissor, este plano ainda exige vários anos de investigação adicional antes de poder ser testado em ensaios clínicos em humanos. A equipa está atualmente a estudar a durabilidade da proteção conferida e a forma como a terapia pode ser otimizada para efeitos mais prolongados.
Se bem‑sucedida, esta abordagem poderia não só eliminar a necessidade de injeções diárias de insulina, como também transformar o tratamento da diabetes tipo 1 — passando de uma gestão vitalícia de sintomas para uma cura verdadeira.
PUBLICIDADE