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Cientistas descobrem o “segredo” dos gatos caírem de pé

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 1 hora atrás em 12-03-2026

Imagem: depositphotos.com

Uma equipa de investigadores liderada pelo fisiologista veterinário Yasuo Higurashi, da Universidade de Yamaguchi (Japão), revelou um novo “segredo” por detrás da famosa capacidade dos gatos de se virarem no ar e aterrarem nas suas patas.

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Este fenómeno, conhecido na física como o ”problema do gato em queda”, tem intrigado cientistas há mais de um século — desde que, em 1894, o fisiologista francês Étienne‑Jules Marey captou em fotografia este movimento aparentemente “mágico” dos felinos.

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A investigação mostrou que a chave para este reflexo está na diferença de flexibilidade entre as duas partes da coluna vertebral dos gatos: a parte superior/média da coluna (torácica) é muito flexível, permitindo grande amplitude de torção. A parte inferior (lombar) é mais rígida e menos propensa a torcer.

Quando um gato cai, o corpo não gira de uma vez só. Em vez disso, a “manobra” acontece de forma sequencial: primeiro a frente do corpo roda, graças à flexibilidade torácica, e depois é a vez da parte posterior seguir o movimento.

Em experiências com gatos recém‑caídos de cerca de 1 metro de altura, filmados com câmaras de alta velocidade, os investigadores verificaram que o movimento não é suave e único — mas sim uma sequência de rotações distintas entre a frente e a traseira do corpo.

Esta nova explicação anatómica ajuda a entender melhor a famosa “habilidade felina”. Não se trata apenas de reflexos rápidos, mas também de uma estrutura corporal optimizada que permite que o gato utilize diferentes partes do corpo para se reorientar enquanto cai.

Os resultados foram publicados na revista científica The Anatomical Record.

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