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Política

Cidadãos por Coimbra não querem deixar passar “fantástica” oportunidade de requalificar zona ribeirinha

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O candidato do movimento Cidadãos por Coimbra (CpC) à Câmara desta cidade disse hoje que o município não pode deixar passar a “fantástica” oportunidade de requalificar a zona ribeirinha entre a avenida Fernão Magalhães e a ponte Açude.

Numa ação de campanha eleitoral junto à Loja do Cidadão, na avenida Fernão Magalhães, com o rio Mondego em pano de fundo, Gouveia Monteiro defendeu que aquela zona deve ser regenerada através da construção de zonas de lazer, convívio e desporto e habitação a preços controlados.

“Estamos a falar de uma área impressionante de cerca de 11 hectares, com mais de um quilómetro e uma largura média de 120 metros, que hoje é traseira de tudo e está absolutamente desaproveitada”, salientou.

O candidato do CpC considera que tem de ser o município a liderar o processo de requalificação, fazendo reverter a maioria dos terrenos que eram da antiga Refer e hoje pertencem à Infraestruturas de Portugal, que já anunciou o desmantelamento da ligação ferroviária entre a Estação Nova e Coimbra B.

“É uma fantástica oportunidade de construir uma nova frente de cidade, o que é raríssimo acontecer numa cidade moderna, com vistas diretas para o rio, mas isso tem de ter a liderança do município”, frisou o cabeça de lista do movimento independente.

Para Gouveia Monteiro, é “espantoso que uma oportunidade destas esteja encadernada numa prateleira da Câmara Municipal, com todos os objetivos já enunciados: a multifuncionalidade, a contenção do automóvel e a ligação verde entre o Parque Verde e o Choupal”.

Segundo o candidato, Coimbra precisa de uma Câmara com “coragem, força e vontade de liderar este processo e não ficar à espera que o próximo hotel apresente projeto para licenciamento”.

Gouveia Monteiro acusou ainda o município de não ter cumprido uma promessa do vice-presidente que, em outubro de 2020, durante um debate sobre a área promovido pelo Cpc, se comprometeu a manter informação permanente sobre as ações municipais e projetos privados na página da Internet da Câmara, “o que vemos com grande apreensão”.

Na ação desta manhã, o professor de arquitetura e elemento da candidatura à Câmara Adelino Gonçalves sublinhou que a Câmara Municipal “tem a possibilidade de reverter para a sua posse os terrenos” daquela área ribeirinha.

“O município está a fazer uma obra necessária de reabilitação do muro de contenção e suporte desta área e de um passeio ao longo da marginal, que está a valorizar esta área imensa. Se se limitar a fazer apenas esta obra está a contribuir para operações imobiliárias das quais a Câmara não contribui em nada para a qualidade do espaço urbano da cidade”, advogou.

A iniciativa desta manhã contou também com o candidato à Junta da União de Freguesias de Coimbra, Paulo Anjos, que considerou urgente um processo de melhoria das condições de habitação na zona histórica, mas sobretudo na Baixa da cidade, de forma a reabilitar o edificado e a combater a especulação imobiliária e o abandono populacional.

Além de Gouveia Monteiro, nas eleições de dia 26 concorrem à Câmara de Coimbra o atual presidente Manuel Machado (PS), José Manuel Silva (coligação Juntos por Coimbra), Francisco Queirós (CDU), Filipe Reis (PAN), Tiago Meireles Ribeiro (Iniciativa Liberal), Miguel Ângelo Marques (Chega) e Inês Tafula (PDR/MPT).

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