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Coimbra

Cidadãos por Coimbra elogiam competência da comissão para Capital Europeia da Cultura

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  O movimento “Cidadãos por Coimbra” saudou hoje a comissão responsável pela candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura 2027, liderada por Luís de Matos, e mostrou-se disponível para colaborar com a Câmara Municipal local.

O movimento, com representação na Assembleia Municipal e em Assembleias de Freguesia, diz reconhecer aos membros hoje divulgados “competência para o desempenho da missão de serviço público a que aceitaram associar-se e, em alguns casos, também valiosos percursos profissionais nas áreas da cultura e das artes”.

Além do mágico Luís de Matos, a equipa é constituída pelo médico e presidente do PSD Coimbra, Nuno Freitas, pelo deputado municipal da CDU e antigo diretor do Conservatório, Manuel Rocha, pelo vice-reitor da Universidade de Coimbra (UC) para a área do turismo, Luís Menezes, pelo presidente da distrital do PSD de Leiria e antigo presidente da Câmara de Ansião, Rui Rocha, pelo antigo diretor regional da Cultura do Centro António Pedro Pita, e pela antiga vice-reitora da UC Cristina Robalo Cordeiro.

Em comunicado, o movimento solicita também “ao Executivo da Câmara Municipal que proporcione à nova Comissão todas as condições humanas e materiais necessárias à elaboração de uma candidatura ambiciosa, pautada pelo rigor e pelo profissionalismo”.

Os Cidadãos por Coimbra reiteram igualmente “o seu empenho na concretização do objetivo de ter Coimbra como Capital Europeia da Cultura em 2027 e a sua disponibilidade para colaborar com a Câmara de Coimbra e com a Comissão recém-nomeada na construção da candidatura, designadamente na definição e na concretização de mecanismos de auscultação e de participação da população e dos agentes culturais”.

Dizem ainda que irão acompanhar “a evolução dos trabalhos”, “pugnando para que o próprio processo de candidatura seja aproveitado como uma oportunidade para o desenvolvimento cultural do concelho – melhorando as condições de funcionamento das infraestruturas existentes” – e “construindo uma relação de confiança e parceria entre Câmara Municipal e agentes culturais e fomentando e qualificando a oferta cultural e artística à disposição dos/as munícipes”.

Apelam por fim a um debate com os vários setores artísticos e culturais do concelho, que dizem não ter existido.

“Acredita que esse debate continua a ser necessário e apela à Comissão recém-nomeada para que o faça, no âmbito de um processo verdadeiramente ‘inclusivo, mobilizador e apaixonado’, tal como foi hoje – e bem – enunciado”.

O presidente da Câmara de Coimbra, o socialista Manuel Machado, sublinhou hoje, durante a apresentação, que a candidatura liderada por Coimbra deve ter “uma dimensão agregadora regional, uma vez que um projeto alargado e sustentado desta natureza beneficiará todo o território da região e o país, ao mesmo tempo que, do ponto de vista externo, sairá valorizado pela ampliação da sua escala e pela junção dos inúmeros atrativos dos municípios vizinhos”.

“Esta não será uma candidatura pessoal ou individual, não poderá nunca ceder a caprichos, nem poderá ser nunca uma candidatura eleitoralista ou populista. É uma candidatura que terá de unir e reunir toda a cidade em consensos alargados. É uma candidatura para valorizar Coimbra, a região e o país”, vincou, durante o discurso de apresentação da equipa, que decorreu no Convento São Francisco, recordando que, em junho de 2017, a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra deliberou, por unanimidade, apoiar esta candidatura.

O autarca referiu ainda que, além de trabalhar para a Capital Europeia da Cultura 2027, é importante pensar os anos seguintes, não querendo que a iniciativa se inscreva num movimento de “eventos efémeros que pouco ou nada deixam”.

Também Luís de Matos frisou que esta é uma candidatura “inclusiva”, referindo que serão feitas consultas públicas “à procura de ideias” e será dado conta, de forma regular, dos trabalhos em curso elaborados pela equipa.

Criada em 1985 pela Comissão Europeia, a “Capital Europeia da Cultura” é considerado o maior evento cultural da Europa. Entre as 58 cidades que já acolheram o evento encontramos as mais importantes do panorama europeu: Atenas, Florença, Amesterdão, Berlim, Paris, Glasgow, Dublin, Madrid, Copenhaga, Estocolmo, Bruxelas, Praga, Istambul, Liverpool, Marselha.

Lisboa foi Capital Europeia da Cultura em 1994, o Porto, em 2001 e, Guimarães, em 2012.

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