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Cidadãos com deficiência produzem biscoitos artesanais em Coimbra

Notícias de Coimbra | 10 anos atrás em 06-11-2013

Utentes e funcionários de dois centros da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) produzem, em Coimbra, biscoitos artesanais em parceria com um investidor na área alimentar.

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Os biscoitos, denominados “Riscos”, são produzidos nos centros de São Silvestre e Montemor-o-Velho da APPACDM de Coimbra, estão disponíveis em cerca de 50 pontos de venda a nível nacional e constituem uma fonte de receita para aquelas instituições, disse à agência Lusa Rui Pais, promotor do projeto.

“Andava à procura de quem pudesse produzir os biscoitos e encontrei a solução nesta parceria. Também por isso cada biscoito é único e especial. Compro-lhes o que produzem, o que também é uma forma de financiar as instituições que passam por dificuldades em tempos de crise”, adiantou o empresário.

Atualmente, a produção dos “Riscos” – denominação que deriva da própria forma dos biscoitos, alongados, mas também do “risco de arriscar” em tempos de incerteza na vida profissional do promotor – está centrada, exclusivamente, naqueles dois centros de apoio ao cidadão deficiente mental.

Rui Pais, 43 anos, trabalhou cerca de 20 anos no setor imobiliário e avançou para a produção dos biscoitos artesanais por causa da crise: “Não estava desempregado, mas precário. Em casa, à volta do forno, tentei recriar um biscoito mais estaladiço, os amigos gostaram e pensei, ‘porque não?'”.

Garante que os biscoitos – com sabores a limão, crocantes de sésamo e girassol e cravo e canela – não possuem aditivos e que são “saborosos e estaladiços e devoram-se num ápice”.

Os pontos de venda atuais situam-se, primordialmente, no litoral do país, entre Vila do Conde e Lisboa, cidade onde está disponível, no Museu Nacional de Arte Antiga, uma série especial dos “Riscos”.

“Sou eu que faço a distribuição e, para já, só temos rotas para norte e para sul de Coimbra”, explicou Rui Pais.

A exceção é a Guarda, onde existe um ponto de venda “de uma pessoa que tem um familiar em Coimbra que os leva”, estando Rui Pais a desenvolver contactos para expandir a rede a Viseu e Évora e a estudar soluções de exportação do produto artesanal.

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