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CHUC: Indecisão paira sobre os Covões no pós-pandemia

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Com uma petição pública em curso pela “devolução da autonomia” ao Hospital dos Covões, a Administração do CHUC acaba de deliberar pela continuidade da alocação do edifício central da unidade de S. Martinho do Bispo à “actividade assistencial” a doentes com covid-19.

De acordo com um documento, datado de sexta-feira (22), a cujo teor NOTÍCIAS de COIMBRA teve acesso, a decisão contempla internamento, cuidados intensivos e bloco operatório, sendo que a referida actividade assistencial abrange o Serviço de Urgência para “casos suspeitos”.

O polo do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra em S. Martinho, além de unidade de referência no combate à pandemia, destinou a Urgência, há dois meses, a casos suspeitos de contaminação pelo novo coronavírus.

Segundo o documento a que NdC teve acesso, “como actividade” alheia à covid-19, no sobredito edifício central, para além da unidade de cirurgia de ambulatório, passam a ser accionadas uma enfermaria de Medicina Interna (com lotação inicial de 16 camas), área de ambulatório de Cardiologia, com exames complementares (ecocardiografia, provas de esforço, Holter, hemodinâmica, sem pernoita), hospital de dia de Medicina Interna (diabetes e doenças auto-imunes) e área de ambulatório de Pneumologia com meios complementares de diagnóstico e consultas específicas.

“Os restantes edifícios do Hospital Geral (HG) irão continuar a albergar a retoma de actividade ambulatória, não covid, dando resposta a patologia prioritária anteriormente situada nesses edifícios e oriunda de outras unidades hospitalares integradas no CHUC”, indica a referida decisão do Conselho de Administração.

A medida conclui dizendo que “a evolução da pandemia determinará a necessidade temporal de revisão desta deliberação, nomeadamente com a retoma ou início de outra actividade assistencial não covid no edifício central” do HG.

Há dois meses, o cirurgião Carlos Costa Almeida declarou a NOTÍCIAS de COIMBRA ter sido a presente pandemia (“infeliz motivo”) a pôr a claro que há, afinal, dois hospitais gerais em Coimbra.

O desabafo do médico, aposentado há ano e meio e que sempre se bateu contra a secundarização a que tem sido votado o Hospital dos Covões, prende-se com a circunstância de esta unidade haver sido vocacionada para atendimento aos pacientes portadores do novo coronavírus.

Ao assinalar que apenas Coimbra foi palco de uma fusão como a dos antigos HUC e do outrora Centro Hospitalar (de que fazia parte o denominado Hospital Geral, Covões), Costa Almeida questiona a medida alegando que “havia dois hospitais a funcionar bem”.

Crítico do desempenho de Fernando Regateiro, presidente do CHUC, o cirurgião questiona para onde iriam os pacientes com covid-19 se não existisse o Hospital dos Covões, cuja fusão com os outrora Hospitais da Universidade (HUC), em 2011, deu lugar à criação do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

Costa Almeida diz que se o HG (na margem esquerda do rio Mondego, S. Martinho do Bispo) já estivesse desapetrechado, Fernando Regateiro teria de montar tendas à porta dos antigos HUC (Celas).

Regateiro – cuja saída da liderança do CHUC, através de não recondução, terá sido descartada ao abrigo da “doutrina” [de António Costa] de não substituição de generais em tempo de guerra – vem gerindo com ‘pinças’ o dossiê inerente à pandemia da covid-19, mas na fase seguinte vai avultar a questão do futuro do Hospital dos Covões.

O abaixo-assinado em defesa da “devolução da autonomia” ao HG foi subscrito, até às 12h00 de hoje, por 3 700 pessoas (https://peticaopublica.com/psign.aspx?pi=AUTONOMIADOSCOVOES).

 

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