O concelho de Soure continua a lidar com os efeitos das cheias provocadas pela tempestade Kristin, que atingiu a região nos últimos dias.
O Parque da Várzea, local de passagem da feira semanal da vila, foi um dos pontos mais afetados devido à junção dos três rios. Segundo o presidente da Câmara Municipal de Soure, o município tem acompanhado a situação de perto: “A maneira como os rios se vão relacionando vai criando estes níveis… que agora neste momento estão rasos”.





O autarca explicou que a gestão das cheias está a ser feita de forma controlada, em colaboração com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), para manter a segurança: “Estamos a fazer estas cheias controladas para ir mantendo o nível de segurança de encaixe na barragem da Aguieira. Passámos, acho eu, com distinção, o primeiro teste. Esta noite temos o segundo e sábado teremos o terceiro. São testes que aumentam de dificuldade.”
Apesar das medidas preventivas, muitas pessoas ainda enfrentam dificuldades: “Tenho pessoas há sete dias sem luz e isso é que é duro. Estamos a instalar postos de forma precária, a emendar a baixa tensão de forma precária, a média tensão de forma precária, de maneira que é tudo um equilíbrio muito fino.”
O município também mantém um núcleo de apoio a desalojados, principalmente nas freguesias afetadas pelo Mondego, garantindo abrigo em casas de familiares: “As pessoas, cautelarmente, estão em casas de familiares. Aqui nos leitos de cheia sabem como é que se resiste às cheias, mas a intensidade torna isto especialmente duro neste episódio.”
O presidente da Câmara destacou ainda a coordenação com o Governo e os esforços das autoridades locais: “Todos os dias temos estado em contato com secretários de Estado, já reunimos ontem, tivemos uma reunião muito positiva com a senhora Ministra do Ambiente, que foi muito sensível à situação que lhe descrevemos no terreno. O comandante Carlos Luís Tavares, do Comando Subregional, tem feito um trabalho na prevenção, emergência e socorro notável.”
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