Perante o risco de cheia nas zonas ribeirinhas, as autoridades apelam à população para que se mantenha alerta e adote medidas preventivas que podem fazer toda a diferença na segurança de pessoas e bens.
O Rio Mondego encontra-se em alerta máximo devido à previsão de chuva intensa e persistente nos próximos dias, com risco elevado de cheias em várias localidades ao longo das margens.
O Comandante Subregional da Emergência e Proteção Civil, Carlos Tavares apelou à preparação preventiva das populações e à atenção redobrada em zonas historicamente vulneráveis.
“As previsões do IPMA indicam muita precipitação. Esta chuva vai ser persistente e vai aumentar o caudal do rio, que já se encontra em cotas elevadas. As zonas de risco vão ser afetadas e, a qualquer momento, pode ocorrer um incidente ou mesmo uma ruptura”. , afirma.
O responsável alertou que “quanto maior o caudal, maior a pressão sobre as margens, e não há risco zero. Mesmo com 1.400 ou 1.500 metros cúbicos por segundo, pode acontecer um acidente. Por isso pedimos que as pessoas se protejam e protejam os seus bens”.
Para se preparar, é recomendado proteger bens essenciais, colocando-os em pisos superiores sempre que possível, evitar circular junto ao rio ou em zonas inundáveis, desligar luz, gás e água se for necessário abandonar a habitação, dirigir-se para locais seguros ou para as Zonas de Concentração e Apoio à População caso não haja outro abrigo e seguir sempre as indicações das autoridades.
O comandante sublinhou que “mais vale perder um bem do que a própria vida. A prioridade é proteger pessoas, e não bens materiais. A segurança começa na prevenção e na preparação”.
O alerta mantém-se ativo a partir de domingo, com especial atenção às margens esquerda e direita do Mondego, e a Proteção Civil garante que os serviços municipais estão preparados para receber quem necessitar de apoio.