As cheias no Baixo Mondego continuam a provocar constrangimentos significativos, com vastas áreas agrícolas totalmente inundadas e várias vias rodoviárias cortadas ao trânsito, apesar da melhoria das condições meteorológicas nas últimas horas.
A situação foi observada ao início da tarde deste sábado a partir do Castelo de Montemor-o-Velho, de onde é visível um cenário dominado pela água.
Entre as estradas cortadas encontram-se a variante do Centro Náutico, o acesso à Formoselha, bem como vários troços da Estrada Nacional 341, nomeadamente junto à estação do percurso Formoselha–Santo Varão e na ligação entre Granja do Ulmeiro, Alfarelos e a Ponte de Pereira, afetando ambas as margens do rio Mondego.
Outras vias igualmente cortadas incluem a Estrada do Campo, entre Lavariz e Arzila, a ligação entre Granja do Ulmeiro e Arzila.
O Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil agendou para as 17h00 uma conferência de imprensa onde será feito o ponto de situação sobre o estado do rio Mondego e a evolução das cheias no Baixo Mondego. Até ao momento, circulam informações sobre eventuais retiradas preventivas de populações, mas não existe ainda confirmação oficial dessas operações.
A situação está a ser vivida com especial apreensão pelas populações locais, que recordam as grandes cheias de 2001, ocorridas há 25 anos. Durante uma visita recente à Figueira da Foz, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, referiu que foram retiradas lições desses acontecimentos, embora reconheça que nem todas as vulnerabilidades foram ultrapassadas.
As autoridades mantêm-se em alerta devido à previsão de nova vaga de chuva intensa, prevista para domingo e segunda-feira, que poderá agravar a situação nos concelhos de Montemor-o-Velho, Coimbra e Soure.
Este último foi particularmente afetado ao longo da semana, com danos extensos provocados pela queda de árvores e pela força do vento associada à tempestade.