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Cheias mudam a vida em Montemor-o-Velho: Isolados pela água, assim se vive hoje em dia em Ereira

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 2 horas atrás em 09-02-2026

Imagem: Pedro Medina

A subida do caudal do Rio Mondego está a provocar uma situação crítica no concelho de Montemor-o-Velho, com a freguesia da Ereira completamente isolada e várias estradas do concelho submersas.

As águas invadiram campos agrícolas e já chegaram ao centro da vila, obrigando ao corte de ruas e condicionando a circulação.

Para garantir a mobilidade da população, bombeiros e Exército passaram a assegurar ligações entre a Ereira e Montemor-o-Velho, enquanto as escolas suspenderam atividades devido às dificuldades de transporte.

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O município considera o cenário particularmente grave, destacando as zonas ribeirinhas inundadas e os fortes constrangimentos no acesso a várias freguesias. No centro da polémica está ainda o funcionamento da estação de bombagem do Foja — apontada como essencial para retirar a água — após trocas de acusações entre a autarquia e a Agência Portuguesa do Ambiente.

As cheias surgem num contexto de sucessivas tempestades que têm atingido o país, trazendo chuva persistente e aumentando o risco de inundações, especialmente nas áreas junto aos rios.

O fotojornalista Pedro Medina encontra-se em Montemor-o-Velho a documentar os impactos das cheias provocadas pela subida do caudal do Rio Mondego, numa realidade que se tornou o seu quotidiano nos últimos dias.

Entre os locais registados estão o Parque Ribeirinho, várias zonas urbanas e os trabalhos de transbordo de cidadãos, assegurados pelo Exército e pelos bombeiros, que têm garantido a mobilidade da população em áreas isoladas pelas águas.

Os moradores destas localidades passam a deslocar-se de barco para chegar a casa – é o novo dia-a-dia. A fotoreportagem inclui ainda imagens de pontos de Montemor-o-Velho totalmente submersos, estradas alagadas, desvios improvisados e acessos cortados.

As fotografias retratam não só a extensão dos estragos, mas também a adaptação da população a um cenário excecional, marcado pela presença constante de meios de socorro e pela transformação da paisagem urbana em zonas inundadas.