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Política

Chega insiste na demissão da ministra da Coesão após “novos factos”

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O Chega insistiu hoje que a ministra da Coesão Territorial “não tem condições de continuar” no cargo, após “novos factos” que “aumentam a nebulosidade” sobre a atribuição de fundos a empresas do marido de Ana Abrunhosa.

Num vídeo divulgado aos jornalistas, o presidente do Chega indica que “tomou hoje conhecimento de novos factos relativos à senhora ministra da Coesão Territorial que, a par da situação de grande conflito ético que já existia, de um marido a receber fundos de uma área tutelada pela ministra, esse mesmo marido da senhora ministra da Coesão esteve associado à obtenção desses fundos a um condenado por corrupção num conhecido processo judicial português”.

“Já tínhamos dúvidas legais, já tínhamos certezas éticas, agora o Chega tem também certezas políticas. A senhora ministra da Coesão não tem condições de continuar a ser ministra”, defende André Ventura, considerando que a “continuidade da ministra da Coesão vai ser apenas mais desgaste para o Governo, menos credibilidade para as instituições e menos ética dentro do Governo”.

O Expresso noticia hoje que era sócio do marido da ministra numa das empresas que recebeu fundos comunitários um empresário condenado por corrupção ativa no processo dos Vistos Gold.

Num comunicado do partido que acompanha o vídeo, o Chega considera que “estes factos aumentam a nebulosidade do contexto em que esses fundos foram obtidos e reforçam o caráter anti-ético dos procedimentos em causa”.

No vídeo divulgado hoje, o presidente do Chega refere também um artigo publicado pelo antigo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva na edição de hoje do jornal Público, considerando que o antigo chefe de Estado “deixa claro o estado em que estamos, desorientação e falta de apelo reformista”.

“Este Governo está num mau caminho, este Governo está a fazer pseudo-reformas e reformas artificiais que não são verdadeiras reformas que o pais precisa, e é o caminho para o desastre que estamos a ver mesmo à nossa frente”, afirmou, apontando que “os casos vão-se acumulando, o desnorte vai-se acumulando”.

E defendeu que esta é “provavelmente a maioria absoluta que mais rápido se esfumou e se esvaziou na história de Portugal”, alertando para as consequências, “sobretudo num momento em que a crise económica começa a ficar cada vez mais grave”.

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