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Política

Chega exige a ministra “pedido formal de desculpas” à Confederação de Agricultores

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O Chega exigiu hoje que a ministra da Agricultura e Alimentação, Maria do Céu Antunes, “se retrate publicamente através de um pedido formal de desculpas” à Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e a “todos os agricultores nacionais”.

Num comunicado enviado à imprensa, o partido liderado por André Ventura acrescenta que “na ausência desta retratação pública, o partido Chega ver-se-á impelido a cumprir o dever de solicitar ao senhor primeiro-ministro a exoneração da senhora ministra da Agricultura e Alimentação, Maria do Céu Antunes”.

Em causa estão as declarações da ministra na quarta-feira, em Portimão. Instada pelos jornalistas a responder a críticas dirigidas à tutela pelo secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), que disse ser “inexistente” a resposta do Governo para mitigar o impacto da seca no setor da produção e alimentação animal, a ministra devolveu a pergunta.

“É melhor perguntar porque é que durante a campanha eleitoral a própria CAP aconselhou os eleitores a não votar no Partido Socialista”, retorquiu.

Para o Chega, as declarações da ministra “revestem claramente um ato de pura vingança política para com os representantes dos agricultores, apenas porque estes exerceram livremente o seu direito, em campanha eleitoral, de publicamente “rejeitar o voto em todos os partidos que tivessem a intenção de coligar-se com o PAN ou com todos os partidos anti-agricultura e anti-mundo rural”.

No entender do partido, estas declarações da CAP “exprimem até uma salutar independência de todos os partidos políticos, concretamente daqueles que não eram capazes de indicar claramente que não fariam coligações com o PAN, incluído o PS, que era já o partido de Governo”.

O partido considera “inqualificável que uma ministra da Nação hostilize desta forma os representantes dos agricultores, apenas para querer vingar a falta de apoio eleitoral de há mais de seis meses”.

“Esta atitude de exercer uma desforra tão dilatada no tempo demonstra ainda um eclipse de qualquer magnanimidade e releva tanto vilania como ignomínia perigosas. Com este comportamento, a senhora ministra da Agricultura e Alimentação não atingiu apenas a CAP, mas castiga e pune todos os agricultores de Portugal, que já estão subjugados à sua ineficaz ação governativa desde 2019”, criticam.

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) classificou na quinta-feira como “perplexizantes” as declarações da ministra da Agricultura, que defendeu carecerem de explicação, e garantiu não ceder a ‘bullying’ político.

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