Saúde

Chega de sofrer! Estas são as melhores armas contra a constipação

Notícias de Coimbra | 21 minutos atrás em 14-01-2026

A constipação é uma infeção viral comum, sobretudo no inverno, e está na origem de mais de 200 vírus diferentes, sendo os rinovírus os mais frequentes.

PUBLICIDADE

publicidade

A propagação é facilitada pelo frio e pela chuva, que concentram pessoas em espaços fechados, aumentando a probabilidade de transmissão. Em média, os adultos sofrem de duas a quatro constipações por ano, enquanto as crianças, com sistema imunitário ainda em desenvolvimento, podem ter entre três e oito episódios anuais.

PUBLICIDADE

Os sintomas centram-se principalmente no nariz e na garganta, com aumento da produção de muco, corrimento nasal, congestão, espirros, dor de garganta e tosse. Apesar do desconforto, não existe cura imediata: a constipação resolve-se espontaneamente, geralmente no prazo de uma semana a uma semana e meia.

O descanso é essencial. Dormir bem e reduzir a atividade física permite ao sistema imunitário combater a infeção de forma mais eficaz. Uma alimentação equilibrada, em pequenas quantidades ao longo do dia, também ajuda.

Quanto aos medicamentos, estes apenas aliviam sintomas específicos, como febre ou dores. O paracetamol é a opção mais indicada para a maioria dos casos, incluindo para grávidas e crianças, desde que respeitada a dose recomendada. Anti-inflamatórios como ibuprofeno ou ácido acetilsalicílico podem ser utilizados, mas têm restrições em bebés, crianças, grávidas e idosos, ou em pessoas com certas condições médicas.

Para o alívio da congestão nasal, os vapores de um duche quente ou a lavagem com soro fisiológico ou água do mar esterilizada são seguros e eficazes. Os descongestionantes nasais devem ser usados apenas em situações de grande desconforto e durante um período curto (três a cinco dias), pois o uso prolongado pode agravar a congestão e causar secura ou hemorragias nasais.

Para a dor de garganta, gargarejos com água salgada e a ingestão de líquidos, como infusões com mel e limão, são medidas simples e seguras. Anestésicos locais, como a benzocaína, oferecem alívio temporário, mas não são recomendados para crianças.

A tosse, comum nas constipações, surge como reflexo da irritação das vias respiratórias. Os xaropes são, na maioria dos casos, pouco eficazes. Antitússicos podem ser utilizados apenas quando a tosse seca impede o sono ou prejudica a alimentação, especialmente nas crianças. Expectorantes e mucolíticos podem ajudar a fluidificar o muco e facilitar a sua expulsão, mas a evidência da sua eficácia clínica é limitada, refere a DecoProteste.

Em suma, a constipação é uma doença auto-limitada que exige sobretudo paciência e cuidados básicos, como descanso, hidratação e alimentação leve. Medicamentos só devem ser usados para aliviar sintomas específicos, e a recuperação ocorre naturalmente em cerca de uma semana a uma semana e meia.

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE