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Restaurantes

Certificado ou teste exigido ao fim de semana na restauração dos concelhos de maior risco

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Os restaurantes em concelhos de risco elevado ou muito elevado vão passar a ter de exigir certificado digital ou teste negativo à covid-19 a partir das 19:00 de sexta-feira e aos fins de semana para refeições no interior.

A medida, aprovada hoje em Conselho de Ministros, aplica-se apenas às mesas no interior dos restaurantes, segundo referiu a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, sendo o certificado digital ou o teste negativo exigido a partir das 19:00 de sexta-feira e aos fins de semana e feriados.

A ministra esclareceu, contudo, que a nova exigência começará a ser aplicada a partir do próximo sábado, a partir das 15:30.

A medida aplica-se apenas ao fornecimento de refeições no interior dos restaurantes, deixando de fora as pastelarias e cafés, assim como as refeições servidas em esplanadas.

São quatro as tipologias de testes aceites: os PCR e antigénio com resultado laboratorial (contemplados no certificado digital covid-19) e também os autotestes feitos presencialmente (à entrada do estabelecimento) ou perante um profissional de saúde (nas farmácias, por exemplo).

Para agilizar o acesso aos autotestes, estes vão passar a ser vendidos no retalho alimentar, como supermercados.

Esta situação permite aos restaurantes localizados dos concelhos com risco muito elevado permanecerem abertos até às 22:30 aos fins de semana e feriados.

No entanto, e como precisou o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, “também nos municípios de risco elevado passa a ser exigido o certificado digital ou teste negativo” aos “não apenas aos jantares de sexta-feira mas aos almoços e jantares de sábado e domingo”.

“Há aqui uma tentativa, um passo, no sentido de assegurar que estas atividades se continuam a realizar, mas exclusivamente disponíveis para clientes que possam demonstrar que apresentam um risco reduzido para os outros”, precisou o governante, sublinhando ainda que as crianças até aos 12 anos e os trabalhadores destes estabelecimentos não estão obrigadas a exibir certificado ou teste negativo.

A lista de concelhos com taxas de incidência que os colocam na classificação de risco elevado ou muito elevado aumentou de 45 para 60.

As novas regras vêm somar-se às restrições já existentes em termos de lotação no interior e esplanadas e a fiscalização do seu cumprimento estará a cargo das forças de segurança e da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

O Governo alargou também às novas obrigações o regime contraordenacional já existente para a covid e que prevê coimas entre os 100 e os 500 euros para particulares e entre os 1.000 e os 10 mil euros para empresas.

Questionada sobre o motivo de a exigência de certificado ou de teste negativo apenas ser feira no acesso aos restaurantes às sextas-feiras à noite e fins de semana, a ministra da Presidência precisou que se deve ao facto de adequar a medida à possibilidade de cada pessoa dispor de um teste gratuito semanal.

Já o ministro da Economia, em resposta a uma questão se a utilização destas ferramentas (certificado covid-19 e teste negativo) poderia ser estendida aos setores cuja atividade permanece encerrada, como os bares e discotecas, referiu que, à medida que se for avançando na vacinação poderá ser possível alargar estes instrumentos “a outras atividades nomeadamente às atividades de animação noturna” e eventualmente até antes a outras.

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