Coimbra

Centro Olímpico do Vale das Flores “já tem dono”!

Notícias de Coimbra | 6 anos atrás em 02-07-2018

A Assembleia Municipal de Coimbra (AMC) autorizou a Câmara Municipal de Coimbra (CMC) a concessionar um terreno para a construção e exploração de um complexo desportivo integrado e centro olímpico de ginástica, na zona do Vale das Flores ocupada por “nómadas”, junto ao Coimbra Shopping e ao Instituto Pedro Nunes.

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A negócio foi muito questionado por deputados do CDS, CDU, PSD e CPC, mas acabou por ser aprovado com 27 votos a favor, 13 contra e 3 abstenções.

Lúcia Santos, do CDS, alertou para “notícias plantadas em media nacionais” e exigiu mais contrapartidas para o município.

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Manuel Rocha, da CDU, subscreveu uma parte das declarações do CDS e fez um apelo para que o documento fosse mais estruturado.

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Nuno Freitas, do PSD, disse que, independentemente do processo, não concorda com o modelo de parceria público-privada apresentado pela maioria PS,

Nesta altura da discussão, Luís Marinho, líder da AMC, quer dar a palavra a Manuel Machado, Presidente da Câmara, que prefere “chutar a bola” para Vice-Presidente Carlos Cidade.

O número 2 ocupa então o lugar do número 1 da CMC, aproveitando a delegação para elencar o que considera serem vantagens do negócio.

Carlos Cidade decidiu informar os presentes que andou por Lisboa e Setúbal, a ver exemplos, que são um êxito, garante.

A presidente da edilidade sadina até me forneceu o caderno de encargos, acrescentou o Vice-Presidente da Câmara de Coimbra com responsabilidades no Urbanismo e Desporto.

Carlos Cidade não revelou o nome do promotor destes centros, mas Notícias de Coimbra apurou que se trata do designado grupo Supera.

O socialista afirma que existe uma necessidade urgente de resolver o problema. Garante que as parcerias de Lisboa e Setúbal são êxito.

Veja o vídeo do Directo NDC:

A meio deste mês, fonte conhecedora do processo já tinha confidenciado a Notícias de Coimbra que há uma empresa espanhola interessada no negócio de Coimbra.

Essa sociedade, especializada em equipamentos desportivos e de lazer como piscinas, spa ou  health clubs,  falou ao mais alto nível com a Câmara Municipal de Coimbra, acrescentou a fonte.

Depois de alguma investigação, Notícias de Coimbra escreveu no dia 18 de junho que os putativos investidores têm unidades em Portugal e estão presentes nos continentes europeu e americano, mas oppou por não falar em nomes.

Agora, depois do que ouvimos na AMC,  podemos adiantar que está tudo bem encaminhado para que seja a Supera a ficar com a concessão do terreno para a construção e exploração de um complexo desportivo integrado e centro olímpico de ginástica.

O grupo Supera vai construir um Complexo Desportivo Integrado, Praça de Portugal, em Setúbal e explora o Centro Desportivo Municipal do Areeiro, em Lisboa.

Operando com a marca comercial Supera, os espanhóis afirmam que são “líderes indiscutíveis no nosso setor tanto em tamanho, como rentabilidade e gama de produtos oferecidos”.

Recordamos que o executivo municipal de Coimbra aprovou, por maioria, no dia 18 de junho, durante a sua reunião quinzenal, a abertura do concurso público para “a concessão de exploração de um terreno municipal para a construção e exploração de um complexo desportivo integrado e centro olímpico de ginástica, na Avenida Mendes da Silva”, em Coimbra.

A decisão foi aprovada pela maioria do PS e pelos dois vereadores do movimento Somos Coimbra e os votos contra dos três representantes do PSD, eleitos no âmbito da coligação deste partido com o CDS-PP, o PPM e o MPT.

Esta é uma forma da autarquia ajudar a “encontrar soluções para novos equipamentos desportivos de modalidades em crescimento, como a ginástica acrobática e de Trampolins, que exige um espaço próprio e muito específico”, que a Câmara designa de Centro Olímpico de Ginástica, destinado às “centenas de jovens que praticam esta modalidade, nas suas várias especialidades, em condições deficitárias”, sustenta a proposta.

É fundamental “criar condições que permitam a construção destes novos equipamentos e instalações desportivas”, aproveitando quer a existência de terrenos municipais disponíveis junto de zonas urbanas, quer “o interesse de eventuais entidades privadas que queiram investir nesta área”, sublinhou Carlos Cidade.

O voto contrário dos sociais-democratas deve-se essencialmente a razões relacionadas com o processo, que “não está devidamente instruído”, e à “falta de especificidades técnicas” e aos “critérios de adjudicação”, explicou o vereador Paulo Leitão.

“O caderno de encargos é muito vago”, alegou Paula Pêgo, igualmente vereadora do PSD, defendendo a necessidade de este documento e a generalidade da proposta serem “clarificados” e “aperfeiçoados”.

O terreno a ser concessionado tem uma área de 9.394 metros quadrados e “uma área de implantação de 4.645 metros quadrados”, com “uma cércea máxima de dois pisos e de três pisos”, de acordo com estudo de ocupação, e estacionamento subterrâneo.

“Os parâmetros de contratação previstos são de 40 anos de prazo e 500 mil euros de valor base de licitação para a construção do Centro Olímpico de Ginástica”, indica a Câmara, referindo que “o procedimento a adotar será o de concurso público e o critério de adjudicação o de melhor relação qualidade/preço”.

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