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Centenário da ligação aérea entre Portugal e Brasil em exposição no Museu da Pedra

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O Museu da Pedra acolhe até ao próximo dia 13 de outubro uma exposição que assinala o 1.º centenário da histórica travessia aérea do Atlântico Sul, que ligou Lisboa ao Rio de Janeiro. Os autores deste que foi o mais notável feito aeronáutico português foram o Almirante Gago Coutinho e o Comandante Sacadura Cabral.

Organizada pela Marinha e Força Aérea Portuguesa, esta mostra itinerante foi inaugurada esta terça-feira, 4 de outubro, numa sessão que contou com a presença de representantes destes ramos das Forças Armadas, assim como da presidente e do vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede.

Na ocasião, Helena Teodósio congratulou-se com o facto de o Município acolher uma exposição com uma relevante dimensão pedagógica e, perante alunos do 9.º ano da Escola Marquês de Marialva, exorto-os a seguir o exemplo de Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

“Os nossos navegadores ousaram desafiar o desconhecido. Recorreram a um método inovador de navegação aérea e protagonizaram o mais notável feito aeronáutico português. Num mundo cada vez mais global e competitivo estão mais perto do sucesso os que forem persistentes, os que ousarem inovar”, sublinhou.

A autarca destacou, por outro lado, a importância de preservar a memória histórica do país e dos seus protagonistas. “É nosso dever fomentar na comunidade local a memória dos feitos das nossas Forças Armadas, proporcionando-lhe experiências pedagógicas. Um povo sem memória, é um povo incapaz de construir o futuro”, adiantou.

Também o vice-presidente do Município, Pedro Cardoso, destacou “a dimensão científica e do conhecimento” desta travessia, que aproximou Portugal do Brasil. E ao falar da relação entre estes dois países, recordou dois ilustres cantanhedenses – Pedro Teixeira e Jaime Cartesão -, figuras ímpares na História do Brasil.

Na sessão intervieram ainda os diretores dos museus da Marinha e do Ar, Croca Favinha e Mouta Raposo, respetivamente, que explicaram os contornos desta exposição itinerante – já passou por duas dezenas de localidades, mas também pelo Brasil e Cabo Verde -, que integra um vasto programa de comemorações dos 100 anos da travessia, com colóquios, desfiles militares e inaugurações de monumentos alusivos à efeméride.

Recorde-se que foi a 3 de março de 1922 que Sacadura Cabral (piloto) e Gago Coutinho (navegador) partiram de Lisboa a bordo do hidroavião monomotor, modelo Fairey, batizado de Lusitânia. Depois de uma épica e atribulada viagem, a bordo do terceiro avião do mesmo modelo, os aventureiros portugueses amarram a 17 de junho na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

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