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Cenógrafa Filipa Malva apresenta livro no Teatro da Cerca de São Bernardo

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A Escola da Noite e a editora Página a Página organizam no próximo sábado à tarde, 26 de Novembro, no Teatro da Cerca de São Bernardo (TCSB), a apresentação em Coimbra do novo livro da cenógrafa Filipa Malva, “Desenho e criação no trabalho cenográfico em Portugal”.

A apresentação estará a cargo de Isabel Craveiro, atriz, encenadora e diretora artística do Teatrão. A sessão acontece na Livraria do TCSB, às 18:30, e tem entrada livre.

O livro reúne treze entrevistas a outros tantos cenógrafos e figurinistas portugueses e analisa, a partir de trabalhos para espetáculos concretos, o lugar do desenho nos seus processos de criação artística. No prefácio que escreveu para esta obra, o crítico e artista plástico Daniel Tércio destaca o facto de se tratar de “um grupo de cenógrafos reconhecidos e ativos nas artes performativas portuguesas”, entre os quais se incluem, entre outros, Carlota Lagido, Inês de Carvalho, José Carlos Faria, José Manuel Castanheira, Marta Carreiras, Rui Francisco e Ana Rosa Assunção, membro e co-fundadora d’A Escola da Noite.

Daniel Tércio afirma que o livro deixa claro que “aquilo que se convencionou designar por cenografia pode ser entendido como uma parcela mais vasta, que poderemos então designar como desenho cenográfico”. O artista assinala ainda as “quatro tipologias essenciais no desenho enquanto sistema relacional” identificadas por Filipa Malva a partir das entrevistas que realizou: registo de movimento e ação, proposta de conceitos e materiais cenográficos, existência material em palco, gerando espaço e tempo, complemento do corpo (vestindo-o ou percorrendo-o). “Estas tipologias – afirma Daniel Tércio – são perspicazes e adequadas às vozes dos artistas aqui reunidos”, num livro que vem “revelar a consistência de um ofício e das práticas que lhe estão associadas” e contribui, “também ele, para o desenho de um território”.

Na introdução com que abre o livro, Filipa Malva defende, por sua vez que “estas entrevistas são também a prova de que o desenho, como forma de pensar e decidir, é essencial no desenvolvimento e concretização do mundo imaginado”. “Seja ele no palco, seja ele na rua”, conclui.

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