Portugal

“Cego de raiva”! Mata ex-namorada com 21 facadas

Notícias de Coimbra com Lusa | 44 minutos atrás em 26-03-2026

O homem acusado de matar a ex-namorada em agosto de 2025, em Matosinhos, assumiu hoje que agiu por raiva e para não ouvir “mais mentiras da boca dela”.

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“Só queria que ela parasse de falar e de mentir, por isso, fui para cima dela e ela ficou quieta e calou-se”, disse o arguido, de 25 anos, no início do julgamento perante o coletivo de juízes do Tribunal de Matosinhos.

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Antes de falar dos factos constantes da acusação, o homem, em prisão preventiva, pediu desculpa à família da ex-namorada pelo aquilo que está a passar.

O arguido pediu ainda desculpa à família do homem com quem ela estava a ter relações sexuais aquando do crime, que ficou ferido após também ter sido esfaqueado por aquele, e à própria família.

“Ninguém merecia estar a passar por isto”, insistiu.

Segundo a acusação, a 04 de agosto de 2025, o homem matou a ex-namorada com 21 facadas na casa daquela em São Mamede de Infesta, em Matosinhos, onde ambos residiam antes de terminarem a relação de três anos.

Nesse dia, o arguido entrou na casa da ex-namorada às escondidas e surpreendeu-a na cama a ter relações sexuais com outro homem, filmou-a e, depois, foi à cozinha e pegou em duas facas e esfaqueou-os, sustenta.

Após o crime, acrescenta a acusação, pegou no carro da vítima mortal e foi até ao aeroporto de Lisboa, apesar de não ter carta de condução, para apanhar um voo para o Brasil, ocasião em que foi detido.

“Tudo o que estava a ver e a ouvir me estava a corroer, fiquei tomado pela raiva, mas já estou a pagar pelo que fiz, não dá para voltar atrás, nada muda o que aconteceu”, sublinhou.

O homem confessou que queria sair da casa quando os viu a ter relações sexuais, mas “alguma coisa ardia e queimava dentro de si e não se conseguiu controlar”.

Além disso, o arguido explicou que os filmou a ter relações sexuais para provar que a ex-namorada o enganará porque, na sua visão, eles estavam apenas afastados e não separados.

“O que mais me consumiu não foi a traição, mas todos os anos que passei com ela e em que deixei tudo por ela”, afirmou.

Já quanto ao homem com quem a ex-namorada estava e que também foi esfaqueado, ficando com lesões, o arguido assumiu que não o queria matar, mas apenas magoá-lo.

“Não sabia nada dele, não conhecia nada dele, só queria mesmo magoá-lo, nada mais”, frisou.

Relativamente à ida para o Brasil após o crime, o arguido, que vivia em Portugal há quatro anos, contou que o objetivo era cumprir lá a pena junto da família.

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