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CDU deseja encerramento da Metro Mondego e eletrificação do Ramal da Lousã

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Os eleitos da CDU nos três municípios que eram servidos pelos Ramal da Lousã defenderam hoje a extinção da Metro Mondego e eletrificação da ferrovia entre Serpins e Coimbra B.

Em comunicado, os autarcas da CDU nos órgãos municipais de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã preconizam a disponibilização “das verbas para modernizar e eletrificar a linha do Ramal da Lousã e melhorar os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC)”.

A par da extinção da MM, a coligação PCP/PEV preconiza “a devolução do seu património ao domínio público ferroviário e ao domínio municipal”.

Na sua opinião, “o projeto Metro Mondego é responsável pela destruição” do Ramal da Lousã e também “não se adequa às características da linha e às necessidades dos utentes, visto que o ramal é uma linha de montanha e o metro ligeiro é um transporte urbano”.

O encerramento da linha “é inaceitável e é uma afronta. Os sucessivos governos enganaram as populações e os executivos camarários de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo assinaram de cruz a morte do ramal”, afirma a CDU.

“PS e PSD, nas presidências camarárias de Lousã e Miranda do Corvo, deram cobertura a todo este processo e abdicaram da defesa dos munícipes”, adianta.

Em 2010, as obras para instalar o metro começaram “com o arranque dos carris e regularização do canal” do Ramal da Lousã, seguindo-se “o abandono do projeto (…) com óbvios prejuízos” para as populações dos três concelhos.

“Coloca-se assim a premência da reposição dos carris e a eletrificação desta linha centenária”, defendem os eleitos daquela força política.

Por outro lado, acentua, “o projeto MM foi concebido de costas voltadas para os SMTUC”, na cidade de Coimbra, o que “significaria a ocupação das principais linhas dos SMTUC (como a 7 e a 29) sem que isso significasse acréscimos de fiabilidade significativos”.

Os SMTUC “ficariam numa situação ainda mais difícil. Estaríamos a entregar aos privados a parte lucrativa dos transportes o que significaria, a médio prazo, a desestruturação dos SMTUC” e dos transportes públicos em Coimbra.

Para a CDU, que vai apresentar uma proposta nesse sentido na Assembleia da República, a Ramal da Lousã “deve ser devolvido ao serviço público”, abandonando o projeto do metro, tendo em conta que “existem programas da União Europeia que podem ser utilizados para mobilizar meios financeiros para o reconstruir”.

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