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Política

CDS-PP aprova coligação em Coimbra e em mais 72 concelhos   

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O Conselho Nacional do CDS-PP aprovou hoje de madrugada, por maioria, as contas do partido referentes a 2020, bem como 73 acordos de coligação para as eleições autárquicas, incluído Lisboa, candidatura encabeçada pelo social-democrata Carlos Moedas.

Os conselheiros nacionais estiveram reunidos por videoconferência desde as 19:00 até depois das 05:00, à ‘porta fechada’, para debater e votar as contas relativas a 2020, bem como acordos de coligação para as eleições autárquicas que deverão ocorrer em setembro ou outubro.

As coligações foram aprovadas com 101 votos a favor, 13 contra e nove abstenções e as contas tiveram três votos contra e 25 abstenções, tendo sido aprovado também um voto de louvor ao secretário-geral, disseram à Lusa fontes presentes na reunião.

A maioria das coligações junta o CDS-PP ao PSD, partidos que têm um acordo-quadro, à semelhança do que aconteceu em 2017.

Além do PSD, algumas coligações incluem partidos como PPM, MPT, Aliança, RIR, Volt ou o Nós, Cidadãos, e também a Iniciativa Liberal, como é o caso de Olhão.

Das coligações aprovadas esta madrugada, uma dezena são lideradas pelo CDS-PP: Montemor-o-Novo (CDS/PSD), Mora (CDS/PSD/PPM), Seia e Tomar (CDS/MPT/PPM), Olhão (CDS/Iniciativa Liberal), Portimão (CDS/Nós, Cidadãos, Aliança), Palmela e Leiria (CDS/MPT), Caldas da Rainha e a freguesia da Foz do Arelho (CDS/MPT/PPM/ Nós, Cidadãos).

A coligação Novos Tempos Lisboa, que é encabeçada pelo candidato à Câmara Municipal da capital Carlos Moedas, junta PSD, CDS, Aliança, MPT e PPM.

Do total, foram também aprovadas coligações para Braga, Almada, Funchal, Gaia, Beja, Évora, Vila Real e Coimbra, onde o CDS integra a coligação de 7 partidos liderada por José Manuel Silva.

Na sua intervenção inicial, aberta aos jornalistas, o presidente do partido indicou que a ratificação das coligações autárquicas é um processo que não se faz “num só golpe” mas “de forma faseada”, havendo necessidade de o Conselho Nacional se reunir mais vezes.

Francisco Rodrigues dos Santos explicou igualmente que as coligações só são submetidas à aprovação dos conselheiros nacionais depois de “as formalidade estarem todas preenchidas”, inclusivamente que o acordo de coligação esteja assinado pelas estruturas locais.

Já o objetivo será melhorar o resultado alcançado pelo partido em 2017, quando Assunção Cristas era líder, e eleger mais autarcas, e o presidente mostrou-se também convicto de que o CDS-PP vai conseguir manter os municípios que lidera atualmente: Velas, Ponte de Lima, Albergaria-a-Velha, Vale de Cambra, Santana e Oliveira do Bairro.

No que toca às contas do partido relativas ao ano passado, o CDS registou um resultado positivo de 244 mil euros, mas aumentou o passivo em cerca de 100 mil euros.

Segundo relataram à Lusa fontes presentes na reunião, alguns conselheiros nacionais questionaram as contas e o envolvimento da direção no processo autárquico.

Respondendo a quem antecipou um mau resultado para o CDS-PP nestas eleições, o presidente considerou “uma ofensa”, defendeu que o partido não “está morto” e “tem solução” e acusou os críticos de fazerem “dois discursos”, disseram as mesmas fontes.

Francisco Rodrigues dos Santos considerou igualmente que os críticos têm “uma agenda que é evidente” e que “não vale a pena esconder” e, apesar de não encontrar “vontade” para uma convergência, voltou a apelar a um trabalho conjunto em prol das autárquicas.

Apontando que as direções são avaliadas pelos resultados e que a sua “cá estará para responder”, o líder salientou ainda que vai disputar o próximo congresso, segundo relatos feitos à Lusa.

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