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CDS exige divulgação integral do relatório de Xavier Viegas aos deputados

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A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, voltou hoje a exigir que o relatório sobre o incêndio de Pedrógão Grande realizado pela equipa de Xavier Viegas seja divulgado na totalidade, ainda que “à porta fechada”, no parlamento.

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Para Assunção Cristas, “se há versões diferentes sobre o mesmo assunto”, justifica-se a divulgação integral do documento, encomendado pelo Governo ao Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais (CEIF) da Universidade de Coimbra, para que possa ser comparado com o relatório que a Comissão Técnica Independente entregou à Assembleia da República.

“Só isso dará paz às pessoas e a todos os portugueses”, afirmou aos jornalistas, no final de uma reunião, no laboratório do CEIF, no aeródromo da Chã do Freixo, arredores da Lousã, em que participaram o professor Domingos Xavier Viegas, outros membros da sua equipa e os deputados centristas Nuno Magalhães, Telmo Correia e João Almeida.

Assunção Cristas realçou que “o interesse dos portugueses é conhecer com verdade tudo o que se passou” durante os incêndios que eclodiram, no dia 17 de junho, nos concelhos de Pedrógão Grande e Góis, nos distritos de Leiria e Coimbra, respetivamente.

“Não é possível ter versões contraditórias sobre factos”, sublinhou.

A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) entende que o relatório concebido pela equipa de Xavier Viegas não deve ser publicado na totalidade, mas o catedrático tem vindo a defender o contrário.

Na Lousã, a líder do CDS-PP disse que os centristas respeitam o parecer da CNPD, mas continuam a exigir que o Governo de António Costa faculte o documento na íntegra ao parlamento, para que os deputados o possam analisar, “com toda a cautela e toda a reserva” e para que “não restem nenhumas dúvidas” sobre a tragédia de junho.

Há quase meio ano, os fogos devastaram extensas áreas florestais da região Centro, em Pedrógão Grande e municípios vizinhos, provocando 65 vítimas mortais e mais de 200 feridos, além de elevados prejuízos materiais.

Segundo Assunção Cristas, importa que o Governo faculte o relatório de Xavier Viegas ao parlamento, pelo menos aos deputados que integram a Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

“Certamente que haverá um momento em que o professor Xavier Viegas poderá ir ao parlamento”, para debater a matéria com os deputados, já depois de estes terem podido analisar o relatório do CEIF da Universidade de Coimbra e fazer a sua comparação com o documento elaborado pela Comissão Técnica Independente, disse.

Na sua opinião, o Governo “não pode impedir os deputados de acederem ao relatório”, cuja divulgação pelo executivo foi até agora apenas parcial.

“Estamos há muito tempo, no parlamento, a solicitar o relatório completo”, disse ainda a líder centrista, acentuando a intenção do seu partido de “ajudar a descobrir a verdade e aprender com essa verdade”.

O investigador Xavier Viegas não falou aos jornalistas, mas revelou a sua disponibilidade para receber outros partidos e com eles debater este assunto nas instalações que o CEIF possui no concelho da Lousã, no distrito de Coimbra.

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