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Política

CDS espera que “ziguezague” da DGS sobre vacinação de crianças derive de “dados científicos”

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O líder do CDS afirmou hoje esperar que a “súbita alteração de posição” da DGS sobre a vacinação de crianças entre 12 e 15 anos “radique em novos dados científicos” e não em “eventuais pressões do Governo”.

“A recomendação da Direção-Geral de Saúde relativamente à vacinação do grupo etário entre os 12 e os 15, fora dos casos de comorbilidade conhecidas, constitui uma mudança da posição tomada, pela mesma DGS, há poucos dias atrás. Espera-se, contudo, que tal súbita alteração de posição radique em novos dados científicos e não em eventuais pressões do Governo”, lê-se numa mensagem de Francisco Rodrigues dos Santos.

O líder do CDS aludia à recomendação, hoje feita pela DGS, da vacinação universal de crianças entre os 12 e 15 anos, após, na semana passada, ter publicado uma norma sobre a vacinação de adolescentes dos 12 aos 15 anos com doenças de risco, na qual esclarecia que os jovens saudáveis não estavam incluídos na fase atual da vacinação, tendo que esperar pela calendarização da ‘task force’.

Segundo o líder do CDS, “este tipo de ziguezague é passível de gerar perturbação, senão mesmo alarme social, entre os mais jovens e as suas famílias, muitas delas em período de férias”.

Francisco Rodrigues considera assim que, assumindo que “há dados clínicos e científicos que permitem sustentar, solidamente, a referida recomendação da DGS”, é necessário que a “sensibilização para a vacinação deste grupo etário” envolva “os pais das crianças”, e se baseie “na clareza, na segurança científica, e nas garantias de proteção conferidas pelas vacinas”.

“O CDS-PP reconhece que a vacinação é o único desígnio nacional que nos permitirá derrotar a pandemia e reconquistarmos o direito de vivermos em liberdade”, aponta o presidente do CDS.

Rodrigues dos Santos insta ainda o Governo a “reorganizar devidamente o Serviço Nacional de Saúde (SNS), porquanto tem-se vindo a registar um incremento galopante de atrasos no diagnóstico e tratamento de outras patologias com potencial letal, como é o caso dos cancros”.

“O combate à pandemia é essencial, mas já é mais do que tempo de o Governo demonstrar capacidade para colocar em funcionamento regular o SNS”, indica.

Na terça-feira passada, o CDS já tinha questionado o Governo sobre a vacinação contra a covid-19 de crianças entre os 12 e 15 anos, apelando a esclarecimentos da DGS sobre algumas recomendações emitidas.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, anunciou hoje que “a DGS recomenda a vacinação de todos os adolescentes dos 12 aos 15 anos de idade”, sem necessidade de indicação médica.

Graça Freitas explicou que a decisão surge depois de analisados “novos dados disponibilizados nos últimos dias”, em concreto os impactos registados nos “mais de 15 milhões adolescentes vacinados nos Estados Unidos e na União Europeia” que revelaram ser “extremamente raros” os casos de miocardites e pericardites.

Tendo em conta os novos dados, a DGS decidiu então alargar a todos os jovens desta faixa etária a vacina contra a covid-19, que deverá começar a ser ministrada em breve.

Este grupo etário terá de ser acompanhado pelos pais ou representante legal para ser vacinado, acrescentou a responsável da DGS.

Sobre o facto de as autoridades de saúde terem começado por incluir no programa de vacinação contra a covid-19 apenas os jovens com doenças de risco e só passados 10 dias a ter alargado a todos, Graça Freitas explicou que a opção tem por base “aumentar a confiança” da população.

“Quando fazemos uma recomendação de vacinação é com base na confiança e na convicção de que os benefícios superam os riscos e que esses riscos são aceitáveis para a população”, justificou.

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