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CDS acusa Governo de prever “apenas uma migalha” para empresas

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O presidente do CDS-PP acusou hoje o Governo de preparar o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) “nas costas dos portugueses” e de “esbanjar o dinheiro” no setor público, deixando “apenas uma migalha” para as empresas.

“Parece-nos que este plano está a ser cozinhado nas costas dos portugueses. Merecia uma ampla discussão na sociedade civil, que não está neste momento a acontecer, um grau de compromisso com os partidos que não existiu porque o Governo não conseguiu estreitar esses ciclos de diálogo negocial, e só foi estendida uma consulta pública de 15 dias porque o Governo foi pressionado por Bruxelas a fazê-lo”, afirmou Francisco Rodrigues dos Santos.

O líder centrista falava aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa, à margem de uma audiência por videoconferência com o Presidente da República sobre a renovação do estado de emergência devido à pandemia de covid-19.

Rodrigues dos Santos considerou que “há sinais de alarme” quanto à gestão do PRR, salientando que “80% do dinheiro deste plano é para investir no setor público, e apenas uma migalha vai ser injetada nas empresas privadas e na economia real”.

“Em vez de este dinheiro servir para apoiar o nosso tecido empresarial, para recuperar a nossa atividade económica, para salvar postos de trabalho e para evitar insolvências, o Governo decidiu esbanjar este dinheiro no setor público para agradar aos seus amigos e às suas clientelas habituais”, criticou o presidente do CDS-PP, salientando que “isto é verdadeiramente preocupante e o CDS tem uma censura elevada para esta atitude do Governo”.

O Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal, para aceder às verbas comunitárias pós-crise da covid-19, prevê 36 reformas e 77 investimentos nas áreas sociais, clima e digitalização, num total de 13,9 mil milhões de euros em subvenções.

Depois de um rascunho apresentado à Comissão Europeia em outubro passado e de um processo de conversações com Bruxelas, o Governo português colocou a versão preliminar e resumida do PRR em consulta pública.

O executivo justifica que, “com base no diagnóstico de necessidades e dos desafios”, foram definidas três “dimensões estruturantes” de aposta – a da resiliência, da transição climática e da transição digital -, às quais serão alocados 13,9 mil milhões de euros em subvenções a fundo perdido das verbas europeias pós-crise.

Previsto está que a maior fatia (61%) das verbas do PRR se destine à área da resiliência, num total de 8,5 mil milhões de euros em subvenções e de 2,4 mil milhões de euros em empréstimos.

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