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Cavalos do Centro Hípico permanecem na Escola Agrária de Coimbra

Notícias de Coimbra com Lusa | 42 minutos atrás em 03-02-2026

O Centro Hípico de Coimbra (CHC) informou hoje que os animais que habitualmente aloja vão permanecer na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra, dadas “as condições climatéricas que se avizinham” e consequentes riscos associados.

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“Após contacto com a Proteção Civil e Câmara Municipal de Coimbra”, e dadas as intempéries esperadas, que podem encerrar os acessos rodoviários ao CHC, prossegue a necessidade “de manter os animais fora” da instituição.

Num comunicado enviado hoje à agência Lusa, o Centro Hípico de Coimbra explicou que a autarquia voltará a contactar quando “estiverem reunidas as condições de segurança para retoma da atividade presencial, incluindo alojamento e tratamento dos cavalos”.

“Estas condições estão dependentes da evolução das condições meteorológicas dos próximos dias, pelo que não é possível estabelecer uma previsão de datas para o regresso”, concluiu.

O secretariado está disponível para tratamento de assuntos urgentes, através do ‘email’ do CHC, nos dias úteis, das 09:00 às 18:00.

A Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra anunciou na sexta-feira que está a acolher temporariamente quinze cavalos que foram retirados do centro hípico por precaução, devido ao risco de inundação, na sequência da passagem da depressão Kristin.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.