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Coimbra

Catarina Martins reúne com estudantes de Coimbra sobre apoios sociais no retorno às aulas presenciais

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A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, questionou hoje a resposta da Cimeira Social que se realiza no Porto, no dia 07 de maio, aos problemas sociais da população da União e anunciou uma “contra-cimeira”. Numa sessão na sede de Coimbra do Instituto Português da Juventude,  com estudantes da Universidade de Coimbra em que foram discutidos “os apoios sociais e as necessidades” no contexto do retorno às aulas presenciais.

“O que está anunciado é muito débil e muito proclamatório”, afirmou a líder bloquista, em Coimbra, prevendo que o encontro terá “poucos resultados” que ajudem a resolver problemas como a habitação, o desemprego e a precariedade na área laboral, entre outros.

“Vemos claramente como a crise social está a agravar-se”, também entre os alunos do ensino superior, referiu.

Devido à pandemia da covid-19, acrescentou, tem aumentado o número de estudantes universitários com dificuldades diversas, designadamente ao nível das residências, da “estabilidade escolar”, das condições de aprendizagem e da própria avaliação.

Na União Europeia, cujos 27 estados-membros totalizam uma população na ordem dos 450 milhões de pessoas, “há quase 100 milhões de habitantes que vivem abaixo do limiar da pobreza”, alertou a coordenadora do BE.

Na sua opinião, esta situação exige “uma Cimeira Social que queira, de facto, combater a pobreza”.

Neste contexto, Catarina Martins anunciou a realização, também no Porto, nos dias 06 e 07 de maio, de “uma contra-cimeira social da resistência, do inconformismo e da solidariedade” na Europa.

A cimeira oficial, promovida pela presidência portuguesa do Conselho de Ministros da UE, que reúne altos responsáveis políticos europeus e de diversas organizações internacionais, terá como anfitriões o primeiro-ministro de Portugal, António Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

“Não podemos deixar de falar da pandemia social. Não pode ser o momento de anúncios de milhões, quando se abandona tanta gente à sua sorte”, enfatizou a coordenadora do BE.

Admitir a existência de 77 milhões de europeus “abaixo da linha da pobreza”, em 2030, “é desistir” de enfrentar os problemas sociais europeus, disse Catarina Martins, ao criticar o nível de exigência na resposta colocado na realização da Cimeira Social, no Porto.

“Não podemos resignarmo-nos à pandemia social”, acentuou.

“A meta que se pretende que saia como bandeira desta Cimeira Social, que é uma redução de 15 milhões de pobres até 2030, é reveladora do estado em que nos encontramos”, lê-se, num documento distribuído aos jornalistas.

Para o BE, ao “assumir e ao satisfazer-se com essa meta, o que a presidência portuguesa se prepara para brandir como um grande compromisso social é termos, em 2030, uma Europa com 77 milhões de pobres”.

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