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Política

Catarina Martins recusa “caminho da intriga” na campanha e quer discutir propostas

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A coordenadora do BE recusou hoje “o caminho da intriga” durante a campanha para as legislativas, assegurando que vai seguir “o caminho da proposta”, sendo o trabalho e o investimento os grandes desafios que vão definir o próximo Governo.

Catarina Martins discursava no encerramento do Fórum Socialismo 2019, a ‘rentrée’ do BE, que hoje termina no Porto, uma iniciativa que teve 750 participantes ao longo dos três dias, sendo, segundo a líder, “o maior Fórum Socialismo da história do Bloco de Esquerda”.

“Recusamos o caminho da intriga, vamos ao caminho da proposta, este é o nosso programa, é isto que queremos fazer acontecer”, afirmou a líder do BE, respondendo assim a quem tenta fazer que “esta campanha seja sobre tudo menos sobre o que conta”.

O BE, prosseguiu Catarina Martins, apresenta-se às eleições legislativas “para apresentar proposta, para apresentar programa, para discutir o que é preciso fazer no país”.

“Não nos dispersamos em jogos de provocações, nunca nos desviamos do que conta: responder por este país”, assegurou, num discurso que demorou menos de 20 minutos e no qual nunca citou o nome do PS ou do primeiro-ministro, António Costa, apesar das críticas implícitas.

Trabalho e investimento são as “duas áreas que vão ser os grandes desafios que definem um próximo Governo”, aquele que vai sair das próximas eleições legislativas.

“No dia 06 de outubro, o voto no BE é o voto que faz acontecer”, disse, usando assim o slogan que o partido assume para estas eleições.

A coordenadora bloquista fez questão de começar o discurso com um exercício de memória, referindo-se à rentrée bloquista de 2015, precisamente na véspera das últimas eleições legislativas.

“Disse-vos na altura que o Bloco de Esquerda seria um instrumento contra a resignação e que faríamos tudo para mostrar que vale a pena viver em Portugal e que aqui se pode viver de cabeça erguida”, lembrou.

Consciente de que “aconteceu muita coisa nestes quatro anos”, há uma certeza que Catarina Martins tem: “quando há quatro anos dissemos que Portugal valia a pena, sabíamos o que dizíamos e fizemos o que dissemos”.

Depois dos acordos inéditos que em 2015 permitiram um Governo minoritário do PS com o apoio parlamentar de todos os partidos de esquerda, o BE chega a uma nova campanha eleitoral para a Assembleia da República “com a segurança de saber” que fizeram o que deviam com força que tinham.

“Não foi um caminho fácil”, assumiu, elencando algumas das conquistas que o partido reivindica como a descida das propinas ou o estatuto do cuidador informal.

Sobre a nova Lei de Bases da Saúde – em relação à qual tanto devem a João Semedo e António Arnaut – Catarina Martins opta por falar de um “caminho tão difícil”, mas no final do qual “ganhou o país”.

“Se houve quem teve dúvidas ou quem fez ziguezagues não foi seguramente o BE que foi sempre a voz da solução, do compromisso, do caminho por fazer”, disse, numa crítica ao PS.

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