Política

Catarina Martins mexe no tacho em Coimbra

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 11-01-2026

Imagem: EPA PAULO-NOVAIS/ Lusa

Nos Mercadinhos da Margem Esquerda, em Coimbra, a candidata presidencial Catarina Martins assinou uma garrafa de vinho, mexeu o tacho do almoço e comprou tangerinas e tremoços para apoiar produtores locais e associações de solidariedade social.

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“Não só tem um ótimo nome, como, ainda por cima, tem várias coisas que são boas. É um mercado de produtores locais, que é extraordinariamente importante para a economia, para o ambiente, para tudo”, disse aos jornalistas.

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Quando falou nas “várias coisas boas”, Catarina Martins já tinha passado por várias bancas de produtores locais, mas continuou a visita fazendo questão de ver o máximo possível, naquela que foi a sua passagem mais demorada por um mercado desde o início da campanha.

Logo à chegada, uma estreia: “Claramente, é a primeira vez que estou a assinar uma garrafa de vinho”, brincou, depois da primeira tentativa, que não correu tão bem, enquanto Ana Ferreira, a produtora dos vinhos, se apressava para ir buscar outra garrafa.

“É para a minha coleção. Tenho lá garrafas assinadas também pela Rosa Mota e outras”, contou, ouvindo da candidata que ficaria lisonjeada se a “sua” garrafa fosse colocada ao lado daquela assinada pela campeã olímpica.

“Quando era miúda, fiquei com o meu avô acordada para ficar a ver a maratona”, recordou sorridente.

Depois do autógrafo, Catarina Martins insistiu para comprar uma garrafa, mas a produtora fez questão de oferecer, dizendo: “Nós, mulheres empreendedoras, contamos consigo”.

À semelhança de Ana Ferreira, Catarina Martins encontrou sobretudo mulheres comerciantes. “As mulheres metem-se ao caminho para criar soluções, mesmo quando as coisas são difíceis”, elogiou a candidata às eleições presidenciais de dia 18.

Mais adiante, parou na banca da Associação Integrar, que vende naquele mercado mensal promovido pelo Exploratório – Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra e que realizou hoje a 13.ª edição, os alimentos colhidos na quinta para angariar fundos para a instituição.

Em troca de um saco de tangerinas e outro com tremoços, Catarina Martins deixou o seu contributo para a associação e continuou a visita, com sucessivos convites para provar os produtos, a que foi resistindo por considerar que ainda era cedo.

Abriu, finalmente, uma exceção para provar pera desidratada, que nunca tinha comido, e mais à frente outra fruta – ou, melhor, um tubérculo, chamado Yacon, que, segundo o produtor, é consumido cru como se fosse fruta – que também não conhecia.

Perto do meio-dia, os aromas da comida que em algumas bancas era preparada para o almoço fazia sentir-se no ar, misturados com o fumo das pequenas fogueiras espalhadas pela rua.

Numa dessas, a ementa era feijoada, preparada com os feijões da Dona Rosa, da banca ao lado, e os cogumelos produzidos no Exploratório. Desafiada pelo ‘chef’, Catarina Martins deu uma ajuda e parou para mexer o tacho.

Pelo caminho, e antes de terminar a visita encurtada devido a outros compromissos de agenda, a candidata a Belém ouve ainda de outro vendedor: “Dia 18, lá estaremos”.

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