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Política

Catarina Martins diz que mulheres que nunca falharam foram esquecidas pelo Governo  

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A coordenadora do BE acusou hoje o Governo de se ter esquecido das mulheres da linha da frente que “nunca falharam ao país” durante a pandemia, defendendo que o voto das eleitoras vai fazer a diferença nestas legislativas.

No comício desta noite em Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro, Catarina Valadas cantou Elza Soares e a sua “Mulher do fim do mundo”, dando o mote para aquilo que viria a ser o centro da intervenção de Catarina Martins: as mulheres.

“Estas mulheres, que estiveram na linha da frente todos os dias no país, a quem pedem horas impossíveis todos os dias e que cumprem horas impossíveis de trabalho todos os dias e que ainda cuidam em casa mais horas do que é suportável, nunca falharam ao país, mas o Governo esqueceu-as”, criticou.

Já no comício de domingo para as legislativas, a líder do Bloco de Esquerda (BE) tinha prometido que dedicaria esta última semana aos esquecidos do PS e hoje recuperou essa ideia.

Entre estas mulheres que foram esquecidas estão, segundo Catarina Martins, as cuidadoras informais, cuja verba que lhes devia ter sido entregue, 98% “ficou na gaveta”.

“Quatro em cada cinco trabalhadores precários, precárias na maioria das vezes, que perderam o trabalho durante a pandemia, ficaram sem o apoio que tinha sido prometido. 2.100 grávidas perderam o trabalho durante a pandemia”, enumerou.

É contra este esquecimento que o BE se apresenta, apelando assim ao voto das mulheres no próximo domingo.

“O voto das mulheres vai fazer a diferença nestas eleições”, vaticinou.

Catarina Martins apelou assim a todas as mulheres porque, apesar de Portugal ser “um país desigual”, no domingo, no momento de ir à urna, “o voto de uma mulher vale exatamente o voto de um homem”.

“Votem pela vossa segurança, do salário, da pensão, da liberdade, de sermos donas de nós próprias e andarmos sempre de cabeça erguida”, disse.

E, na reta final do discurso, a líder do BE voltou à ideia que tem defendido sobre o dia seguinte às eleições, para o qual convidou o líder do PS, António Costa, para uma reunião com vista a um acordo para a legislatura.

“No dia 31, com os votos que nos derem, com um Bloco de Esquerda reforçado e capaz de impor soluções para um contrato para este país, lá estaremos e não vos faltamos. Pela pensão, pelo salário, pela habitação, pelos cuidados, pela dignidade e pela liberdade”, comprometeu-se.

A luta contra a violência doméstica também não ficou de fora deste discurso de Catarina Martins.

“Não aceitamos um país em que, para tantas mulheres, estar em casa é viver com medo porque a violência mora com elas e dizemos que a culpa não está em nenhuma das mulheres, está sim na existência de agressão e de um regime patriarcal que a premeia. Cá estamos para dizer que não, queremos liberdade e segurança”, enfatizou, não aceitando “nem mais uma mulher vítima” e recusando o assédio.

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