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Política

Catarina Martins diz que “era bom que o PS mudasse de agulha”

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A coordenadora do BE, Catarina Martins, defendeu hoje que “era bom que o PS mudasse de agulha” porque a estratégia de “queimar pontes à esquerda” e pedir a maioria absoluta “acaba por abrir caminho à direita” nestas eleições.

No oitavo dia de campanha, a caravana do BE chegou ao Mercado de Santana, na zona das Caldas da Rainha, uma feira semanal onde Catarina Martins nunca tinha estado e onde foi questionada pelos jornalistas sobre as recentes sondagens.

“Com todo o respeito pelo vosso trabalho, pelo trabalho de quem faz sondagens, na verdade quem escolhe é quem vai votar e o dado mais permanente tem sido tanta gente que ainda está indecisa. É, no entanto, claro que a estratégia do PS, de queimar pontes à esquerda, de exigir a maioria absoluta, na verdade acaba por abrir caminho à direita”, respondeu.

Para a líder do BE, “era bom que o PS mudasse de agulha”.

“Em todo o caso, a garantia que eu deixo a toda a gente é que o Bloco de Esquerda como terceira força política será o garante de que vencemos a direita e de que no dia seguinte às eleições teremos um contrato para o Governo de Portugal que responda pela saúde, pelo trabalho, pelas pensões, pelas questões concretas da vida das pessoas que todos os dias, quando estamos na rua, vamos ouvindo e que não podem ser mais adiadas”, prometeu, uma mensagem que tem sido uma constante nas intervenções da líder do BE.

Catarina Martins afirmou que “a direita está no avesso de qualquer solução” e que estas “vão-se construir à esquerda”, apontando de novo à campanha que o PS decidiu fazer.

“O país tem má memória das maiorias absoluta”, insistiu, sublinhando a diferença de postura do partido que lidera.

Apesar de nunca comentar sondagens, a líder do BE recusa-se a atacar quem as faz.

“Era o que mais faltava, eu respeito o trabalho de toda a gente”, disse, reiterando que, no entanto, “o que conta é o voto” e que “há muita gente indecisa ainda”.

Aos indecisos, uma franja da população a quem Catarina Martins se tem dirigido diversas vezes, deixou “a garantia” de que “o BE como terceira força política é o que vai impedir a direita de algum dia ter maioria e vai construir as soluções”.

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