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Casimiro Simões intervém nos 200 anos da independência do Brasil. Jornalista apresenta livro em Minas Gerais 

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O jornalista Casimiro Simões vai apresentar o seu livro “Pessoas, Pensamentos e Palavras” (“PPP”) no Brasil, no dia 6, a convite da organização do Festival Literário Internacional de Poços de Caldas (Flipoços), que decorrerá de 3 a 11 de setembro.

A apresentação de “PPP” naquela cidade termal do estado de Minas Gerais, geminada com Caldas da Rainha, faz parte do programa da 17ª Feira Nacional do Livro & Flipoços, dominada pelo tema das celebrações do bicentenário da independência do Brasil.

Com capa concebida por Mariana Domingos, a coletânea do profissional da Lusa – Agência de Notícias de Portugal foi editada em finais de 2019 e já esteve para ser lançada no Brasil, em 2020, tendo a iniciativa sido inviabilizada pela pandemia da covid-19.

Nesta edição, o escritor da Lousã, no distrito de Coimbra, também participa com outros autores num ciclo para assinalar os 200 anos da emancipação política do Brasil, em 7 de setembro de 1822.

“Como as literaturas portuguesas e moçambicanas retratam nosso bicentenário” é o desafio do primeiro de três debates em que intervém, no dia 5.

Nesta data e no dia 6, realizam-se mais duas sessões com a presença de Casimiro Simões, estas em torno do tema “A descoberta do Brasil sob a ótica dos colonizados”.

Com prefácio de Teresa Alegre Portugal, “PPP” inclui cerca de 70 crónicas, contos e outros textos, sendo dedicado, especialmente e a título póstumo, a António Arnaut, deputado, ministro e criador do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Manuel Louzã Henriques, psiquiatra e promotor do Museu Etnográfico da Lousã, e José Mário Branco, poeta e músico.

“PPP” acolhe ainda um texto dedicado ao eurodeputado do PS Fausto Correia, que foi jornalista da ANOP em Coimbra e administrador da Lusa, e outro sobre Augusto Paulo, fundador do jornal Mirante, de Miranda do Corvo, que dirigiu longos anos, ambos igualmente falecidos.

Entre outros cidadãos, o antigo diretor do jornal Trevim, da Lousã, evoca conterrâneos seus ligados ao Brasil, como João Elisário Montenegro (que fundou a colónia agrícola Nova Louzã, nos arredores de São Paulo, em 1867), Manuel Simões Miguel (Miguel dos Pregos), Armando Marques (Carequinha), Américo Lopes (Carapinha), António César Fernandes (Garrancho) e José Narciso (Ti Zé Joana).

Mas recorda igualmente o padre Miguel Lencastre, oriundo de Paços de Ferreira.

Jovem boémio, quando frequentava a Universidade de Coimbra, nos anos de 1950, Lencastre integrou a República dos Kágados, a mais antiga casa comunitária de estudantes da cidade, que também acolheu Casimiro Simões 30 anos mais tarde.

O sacerdote, que morreu no Recife, em 2014, foi responsável pela divulgação do movimento “Mãe Rainha” no Nordeste do Brasil.

Desta vez, o Flipoços homenageia os músicos brasileiros Milton Nascimento, patrono da edição, e Ney Matogrosso, que dará um concerto no dia 9.

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