A Casa do Paço acolhe, no próximo dia 20 de fevereiro, às 21h00, o concerto “Tributo a Carlos Paredes”, interpretado pelos irmãos Ricardo Silva, na guitarra portuguesa, e João Silva, na guitarra clássica. A entrada é gratuita.
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A iniciativa integra a programação cultural desenvolvida no âmbito da parceria entre o Conservatório de Música David de Sousa e o Município da Figueira da Foz, através da Divisão de Monumentos Históricos, afirmando a Casa do Paço como espaço de encontro entre património, música e criação contemporânea.
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O concerto assinala o legado de Carlos Paredes (1925–2004), figura maior da música portuguesa, cujo centenário do nascimento foi celebrado em 2025. Paredes revolucionou a guitarra portuguesa, conferindo-lhe uma dimensão artística e expressiva inédita, e a sua obra permanece como referência incontornável da identidade cultural nacional.
Dois irmãos, dois percursos complementares
Ricardo Silva, natural de Pombal, iniciou-se na guitarra portuguesa aos sete anos. Detentor de formação superior em Performance e Ensino de Guitarra Portuguesa, desenvolve uma carreira que cruza interpretação, composição e ensino. Vencedor do primeiro prémio na Grande Noite do Fado (classe de instrumentistas), colaborou com diversos artistas do panorama nacional e internacional e conta com vários álbuns editados em nome próprio.
João Silva iniciou o seu percurso musical também na infância, prosseguindo estudos no Conservatório de Música de Coimbra. Licenciado em Composição e detentor de mestrados em Performance e Ensino da Música, encontra-se atualmente a realizar um doutoramento em Ensino e Psicologia da Música. É professor no Conservatório de Música David de Sousa (Figueira da Foz e Pombal), assumindo-se profissionalmente sobretudo no universo do Fado, como viola de acompanhamento de várias vozes do panorama nacional. Paralelamente, encontra-se a preparar um livro de sua autoria dedicado à música e ao fado. É mentor do projeto Fado no Povo, com o qual tem percorrido o território Nacional.
O “Tributo a Carlos Paredes” propõe um diálogo entre guitarra portuguesa e guitarra clássica, num registo intimista que convida à escuta atenta e à redescoberta de um património musical fundamental.
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