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Cinema

Casa do Cinema de Coimbra faz renascer o mítico Avenida (com vídeos)

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Os Caminhos do Cinema Português, em conjunto com o Centro de Estudos Cinematográficos e o Fila K Cineclube, voltam a trazer a sétima arte a uma das salas do Centro Comercial Avenida, com o início da atividade da Casa do Cinema de Coimbra. A sessão inaugural está marcada para hoje às 20h30 com a exibição do filme “Canções do Segundo Andar” inserido na trilogia absurda do cineasta sueco Roy Andersson.

A criação de uma Casa do Cinema em Coimbra quer criar na Região de Coimbra um ponto de convergência cinéfila e dos seus promotores, contribuindo para a coesão na região na promoção da cultura cinematográfica.

Importa lembrar que o Cinema Avenida, que foi um dos primeiros recintos do país a receber o cinema como forma artística, viu extinta essa função por um período de 12 anos, que termina hoje com a primeira sessão da Casa do Cinema de Coimbra.

Tiago Santos, da direção de “Os Caminhos do Cinema Português”, foi um dinamizadores e criadores do projeto e explicou ao NDC que a sala do Avenida reúne “condições de exibição bastante boas”.

“A ideia aqui foi congregarmos aqui um espaço que de alguma forma reunisse a programação, mas que também desse um maior destaque ao papel associativo na promoção do cinema em Coimbra e na região e a Casa do Cinema surge nesse sentido”, diz Tiago Santos.

O coordenador vai mais longe e acredita que a Casa do Cinema de Coimbra era o vértice que faltava para completar uma espécie de “triângulo dourado” de promoção e divulgação da sétima arte, na zona da Praça da República, juntando-se assim ao Auditório Salgado Zenha e ao Teatro Académico de Gil Vicente.

Também Paulo Fonseca, diretor do Fila K Cineclub, fala da importância do surgimento da Casa do Cinema de Coimbra para a diversificação da oferta cinematográfica na região “Vamos trazer no fundo aquilo que sabemos fazer que é programar cinema, cinema de autor, cinema que não passa nos circuitos comerciais, e portanto, vamos dar acesso ao público de Coimbra e arredores, que assim já sabe que tem uma casa para esse efeito, com um calendário regular e programado”.

 

“Concentrar aqui tem também a função e o objetivo que é apelar às entidades oficiais e à Câmara Municipal de Coimbra, em particular, para apoiar esta iniciativa que eu penso que é de louvar, que tem de ser apoiada, porque há aqui compromissos. O cinema está dentro de um centro comercial e há aqui compromissos económicos importantes que só com o apoio da Câmara é que é possível concretizar”, apela Paulo Fonseca ao município.

O programa até ao final de Junho é constituído por sete ciclos, com 25 filmes de curta e longa-metragem. Neste início de atividade a programação da “Casa do Cinema de Coimbra” oferece uma viagem por várias cidades, reunindo universos distintos. Passa por aqui o ciclo Mimesis, dedicado ao Teatro e Artes Performativas, reunindo quatro filmes portugueses, de épocas distintas, baseados em peças teatrais. Há ainda espaço para o cinema infantil todos os 3.º sábados de cada mês, a trilogia absurda de Roy Andersson, o ciclo de cinema clássico “a vida é um jogo” e por fim a promoção do ciclo “cinema queer e a fuga ao estereótipo”, onde se destaca a filmografia de Óscar Alves.

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