Apesar do bom tempo esta manhã, 13 de fevereiro, os comerciantes preparam-se para o pior cenário.
A Rua da Moeda, uma das artérias históricas da cidade, encontra-se em alerta máximo devido à previsão de uma cheia centenária, fenómeno que, segundo os registos, não se verificava há quase cem anos.
Alguns estabelecimentos, como a Casa da Broa, optaram por colocar sacos de areia e barreiras plásticas à porta para prevenir a entrada de água. Outros mantêm a atividade normal, embora com uma circulação reduzida de clientes, semelhante à de um domingo ou feriado.
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Lúcio Borges, proprietário da Casa da Broa, comentou: “Hoje tivemos uma quebra de 50% no negócio devido à situação das águas e à barragem. Já prevíamos esta redução, pois os clientes evitam vir às lojas com os alertas em curso. Agradeço à comunicação social, à Câmara e à Proteção Civil por manterem todos informados.”
O comerciante explicou que, apesar do alerta, mantém a loja aberta até às 15:00, hora prevista para o pico da cheia: “Se houver necessidade, fecharei mais cedo. Todos devem agir com precaução e ir para casa sossegados. As estradas estão transitáveis, mas após as 15:00 não haverá movimento.”
Lúcio revelou também os impactos concretos na produção: “A quebra de 50% traduz-se em cerca de 500 broas a menos hoje. Amanhã esperamos recuperar estas perdas, se o tempo melhorar e não houver danos.”
(em atualização)