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Carnaval de Torres Vedras dedicado aos 50 anos do 25 de Abril

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 ano atrás em 13-02-2025

Imagem: Facebook

 O Carnaval de Torres Vedras, que se realiza de 28 de fevereiro a 05 de março, associa-se este ano às comemorações dos 50 anos do 25 de Abril de 1974 enquanto evento que apela à liberdade de todos.

“Este ano celebramos os 50 anos do 25 de Abril, temos um Carnaval de liberdade e estamos com muitas expectativas para ver como é que os mascarados vão interpretar o tema”, afirmou à agência Lusa Rui Penetra, presidente da empresa municipal Promotorres, que organiza o evento.

Num ano em que o Carnaval se pretende reafirmar a tradição de evento aberto à liberdade criativa de todos, a organização “dá um passo para o tornar mais inclusivo”.

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As medidas passam pela criação de duas bolsas adicionais de estacionamento para pessoas com mobilidade reduzida junto às entradas do recinto, com 15 lugares disponíveis e tradução em língua gestual em tempo real na chegada dos reis [sexta-feira] e no enterro do entrudo [quarta-feira].

O monumento alusivo ao Carnaval erguido no centro da cidade e inaugurado no sábado passado possui código QR, que remete as pessoas invisuais para um audioguia com uma descrição do que retrata.

O Carnaval de Torres Vedras, com um orçamento de 1,1 milhões de euros, semelhante a 2024, ultima os preparativos para receber mais de meio milhão de visitantes.

“Como o Carnaval este ano é mais tarde, a expectativa é que as condições climatéricas sejam mais favoráveis e que se ultrapasse o meio milhão de visitantes”, indicou.

A edição de 2024 ficou aquém do esperado, com 450 mil visitantes e um prejuízo de quase 200 mil euros.

O evento é conhecido pela habitual sátira política e social, patente dos carros alegóricos e no monumento, que aludem também ao tema anual.

Enquanto se ultima a construção dos carros alegóricos, o monumento erguido no centro da cidade, com 10 metros de altura, evoca o tema deste ano, com uma enorme figura feminina a libertar uma pomba e as figuras de Zeca Afonso e Salgueiro Maia a tapar os ouvidos para não ouvirem os programas televisivos de entretenimento, em alusão à liberdade conquistada pela ‘Revolução dos Cravos’.

O monumento satiriza também os atuais líderes políticos, colocando Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro na máquina do “bloco central” a torcer o Zé Povinho, assim como o novo produto comercializado pela apresentadora de programas televisivos Cristina Ferreira.

A sátira à política internacional também não é esquecida, com os presidentes Vladimir Putin (Rússia) e Donald Trump (Estados Unidos da América).

Uma delegação com cerca de mil mascarados, liderada pelos Reis do Carnaval e pela presidente da câmara de Torres Vedras, desloca-se até Lisboa, onde é recebida pelo presidente da câmara Carlos Moedas e desfila pelas ruas da baixa para a tradicional ação de promoção do evento.

Entre 28 de fevereiro e 04 de março realizam-se os habituais desfiles de milhares de mascarados e dos carros alegóricos, diversão noturna em várias praças ao ar livre e bares e discotecas da cidade, culminando no dia 05 com a tradicional cerimónia do enterro do entrudo.

São estimadas receitas de, pelo menos, 12 milhões de euros na economia local.

Em 2023, o Carnaval de Torres Vedras foi inscrito no Património Cultural Imaterial Nacional por ser considerado ‘o mais português de Portugal’ e se manter fiel às tradições do Entrudo português.

O município de Torres Vedras, no distrito de Lisboa, está a preparar a candidatura do Carnaval a património imaterial da UNESCO, cujo dossiê deverá ser entregue até 15 de março.