A praxe estudantil esteve em destaque na passagem do candidato presidencial a Coimbra.
Seis estudantes de fato académico estenderam sexta-feira a capa a António José Seguro na entrada para o Pavilhão Centro de Portugal. Acompanhado da presidente da câmara, Ana Abrunhosa, e do mandatário nacional para a juventude – o antigo presidente da AAC, Renato Daniel -, o candidato presidencial mostrou-se surpreendido por tal honra.
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Depois de ter passado por muitos apoiantes, onde não faltaram os tradicionais abraços e votos de boa sorte para o ato eleitoral de 18 de janeiro, António José Seguro fez questão de subir ao palco acompanhado da presidente da câmara de Coimbra, mandatário nacional para a juventude e mandatária distrital Helena Freitas.
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Antes dos discursos, e à boa maneira estudantil, um grupo de Fado de Coimbra brindou os presentes com dois temas.
A “Trova Nova”, com letra de Manuel Alegre e música de António Portugal, foi a “prenda” com que os jovens brindaram o candidato.
Veja o Direto NDC com a abertura musical do comício de António José Seguro
Ana Abrunhosa reiterou uma ideia muito presente na campanha de Seguro, a de “não colocar os ovos todos no mesmo cesto” politicamente, referindo-se ao atual domínio da direita no país.
“É um enorme risco que vivemos no atual panorama político ter alguém da direita como Presidente da República”, disse a também ex-ministra de governos de António Costa, acusando o atual Governo de não ter “quem defenda o interior”, “a descentralização” e o “regionalismo”, ao passo que Seguro “investiu no interior” quando outros “só saem de Lisboa em campanha”.
A seguir, o mandatário nacional para a juventude Renato Daniel explicou que “a democracia se faz com palavras que se constroem e não com ruídos que dividem”. Sobre a juventude, recordou o estudo feito durante o período em que esteve à frente da AAC e em que se soube que 2 em cada 3 jovens a estudar na Universidade de Coimbra pensava em emigrar.
“Isto não é normal, isto não é aceitável e isto não pode ser tratado como uma inevitabilidade”, disse o mandatário, que logo de seguida referiu que “o problema não são os jovens, mas o país que não os consegue reter”.
Clique nas imagens com imagens de apoiantes presentes no comício de Coimbra






















Antes do candidato, Helena Freitas disse que existe o perigo real da concentração de poderes a partir do próximo dia 18 de janeiro.
“Uma maioria de Direita em todos os órgãos de soberania representaria um retrocesso a nível constitucional”, explicou, dizendo de seguida que isso poderá “colocar em causa direitos e garantias que julgávamos consolidados”.
No seu discurso, António José Seguro lembrou o telefonema que recebeu de Manuel Alegre e terminou a envergar a capa de estudante para cantar o hino nacional. Depois, e apesar dos poucos saltos dados a pedido dos jovens que estavam em cima do palco, ainda teve tempo de ouvir um “F-R-A” entoado por um dos jovens apoiantes.
Veja o Direto NDC com estes momentos simbólicos no comício de Coimbra
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