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Coimbra

Caos provocado na Noite dos Investigadores não orgulha ninguém (com vídeos)

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As comemorações da Noite Europeia dos Investigadores provocou um “caos generalizado” em Coimbra na sexta feira. Imprevisível e descontrolada, a situação levou a longas horas de filas, fruto de falhas diversas que foram assumidas pelo executivo municipal na reunião desta segunda feira.

“Nenhum de nós se orgulha do que aconteceu”, disse a vereadora Ana Bastos, considerando que “houve falhas ao nível da comunicação e do policiamento”.

O presidente da Câmara, José Manuel Silva, também assumiu que “não correu bem” e pede desculpas por isso. Assegura que não voltará a repetir-se e que já informaram a entidade promotora de que a autarquia não voltará a autorizar um corte de trânsito destes num dia de semana, ainda mais a uma sexta feira”.

O caos foi de tal ordem que o próprio ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, teve que fazer o trajeto a pé para conseguir chegar ao Centro de Arte Contemporânea, onde inaugurou a exposição “Que te seja leve o peso das estrelas”.

“Já pedimos desculpa”, disse o presidente, lamentando que as pessoas não tenham sido informadas a tempo de serem completamente apanhadas nas longas filas, que se prolongaram por horas, sem forma de a elas se escapar.

O caos vivido na cidade foi trazido ao debate pela vereadora socialista Carina Gomes, com a bancada socialista a abster-se quando chegou à votação a proposta de ratificação do apoio a esta iniciativa.

Apesar de reconhecer o mérito da Noite Europeia dos Investigadores, que aliás tem sido regularmente apoiada pela autarquia nos últimos anos, discorda “em absoluto da forma como foi autorizada pelo município relativamente aos cortes e condicionamentos de trânsito sem a devida publicitação”, tendo causado “o caos generalizado na cidade”.

Carina Gomes lamenta a falta de comunicação que existiu e considera mesmo que “o que se passou ao nível da gestão de um simples evento na cidade demonstra bem a forma de não governar do atual executivo”.

Acusa a Câmara de não ter tornado públicas as alterações dos cortes e condicionalismos de trânsito previstos atempadamente, de forma a prevenir o caos que se instalou.

Segundo sabemos nem a comunicação social foi informada das alterações e dos cortes e dos condicionamentos de trânsito. Não houve por parte do município qualquer aviso de corte a não ser a meio da tarde quando o caos já estava instalada.

Os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) informaram os seus utilizadores da mudança das carreiras mas, apesar disso, nada impediu que “os autocarros ficassem imobilizados, com atrasos inultrapassáveis e prejuízos enormes”, explicou. Carina Gomes lamenta que “percursos de 10 e 15 minutos” se tenham transformado “em horas de espera, em filas por vezes lentas, por vezes paradas, com milhares de veículos a trabalharem e a consumirem combustível e a emitir gases poluentes”.

Veja os vídeos dos diretos NDC:

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