Um cão que viveu durante vários anos acorrentado e em sofrimento extremo foi resgatado numa ação conjunta da GNR de Condeixa e de uma Associação e Proteção Animal.
À chegada ao local, os voluntários depararam-se com um cenário de maus tratos graves. O animal apresentava um tumor de grandes dimensões, uma pata em avançado estado de decomposição, feridas abertas, osso exposto e sinais de uma infeção massiva, revelando um quadro clínico de extrema gravidade.
Segundo a associação, não existiam dúvidas de que se tratava de um crime e de uma situação de sofrimento prolongado ao longo do tempo.
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No local estiveram também elementos da GNR, nomeadamente o Guarda-Principal Fábio Silva e o Guarda-Principal José Flórido, do Posto Territorial de Condeixa, que acompanharam toda a intervenção.
De acordo com as informações avançadas pela associação, a detentora do cão terá demonstrado uma postura de frieza, negando o sofrimento evidente do animal e recusando a sua entrega, alegando que este servia de “guarda”. No entanto, a existência de câmaras no local contrariava essa versão. Apesar da resistência inicial, a atuação articulada entre a associação e a GNR permitiu a retirada do animal em segurança.
O resgate terminou com o encaminhamento imediato do cão para uma clínica veterinária, onde se encontra a receber cuidados médicos especializados.
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