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Cantanhede: Associação António Fragoso com mais de 20 iniciativas para a temporada 2022/23

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Uma nova biografia do compositor António Fragoso (1897-1918), de Barbara Aniello, é publicada no próximo ano no âmbito das atividades da Associação António Fragoso (AAF).

No plano editorial, a AAF prevê a publicação das 650 cartas do compositor num volume, “Correspondência”, que sairá também no próximo ano, disse à agência Lusa o presidente da AAF, Eduardo Fragoso, sobrinho do músico.

As cartas foram “religiosamente guardadas pelo seu pai Viriato” e “com elas descobriu-se um novo António Fragoso, e é uma faceta muito fascinante”, disse Eduardo Fragoso.

No primeiro trimestre de 2023, serão publicadas “Cartas a Maria e Outros Escritos”, de António Fragoso.

“Esta sua contribuição literária é determinante para conhecer com maior rigor a rica personalidade de António Fragoso”, realçou o seu sobrinho à Lusa.

“A primeira parte do livro é preenchida pelas ‘Cartas a Maria’, uma Maria ficcional, e nelas descreve a realidade da sua vivência na aldeia da Pocariça”, adiantou o responsável.

A AAF, membro do Centro Europeu de Música, tem previsto para a temporada 2022/23 mais de 20 atividades, como serões culturais em Cantanhede, Covões e Ançã, no distrito de Coimbra, entre 03 de setembro e 10 de novembro.

Nestes serões, moderados por Eduardo Fragoso, serão exibidos não só o documentário “A Vida Breve de António Fragoso”, de Laurent Filipe, mas o Trio Novo vai interpretar o Trio, opus 2, de António Fragoso, e a Orquestra António Fragoso interpreta o Noturno em mi bemol, do compositor.

A partir de outubro e até março de 2023 vão realizar-se, na casa onde viveu o compositor, na Pocariça, 30 quilómetros a norte de Coimbra, sessões audiovisuais “baseadas na experiência acumulada nos últimos 10 anos em conferências e aulas dos vários cursos semestrais de Cultura Musical Auditiva da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra”, numa coordenação do musicólogo José Leandro de Andrade Campos.

A 12 de novembro, previsto para o auditório Paulo Quintela da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, a orquestra Opus 21 presta tributo ao compositor argentino Astor Piazzola.

A Opus 21 é um agrupamento de sopros e percussão, que faz parte da Academia de Música António Fragoso, constituída por 16 instrumentistas e duas cantoras, sob a direção musical do maestro Evaristo Neto, cujo repertório são composições escritas entre as décadas de 1920 e 1950.

A 03 de dezembro, no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, a Orquestra Clássica António Fragoso e o Coro Misto da Universidade de Coimbra apresentam as canções de Fragoso coralizadas, a partir de poemas de António Correia de Oliveira (1879-1960), poeta que escreveu “Elegia a António Fragoso”, composta por 83 estrofes.

A AAF está “em negociações” com o Teatro Nacional de S. Carlos, em Lisboa, para apresentar “Concerto de António Fragoso”, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, no qual se estreará o Triplo Concerto, estando também previsto a respetiva gravação para futura edição discográfica.

A AAF tem ainda previsto, em parceria com a Sociedade Norueguesa de Compositores e Letristas (NOPA), um “Collegium de Compositorees luso-norueguês”, a realizar entre fevereiro e dezembro do próximo ano, com a participação de dois compositores noruegueses, a designar, e os portugueses Anne Victorino d’Almeida, Rui Paulo Teixeira e João Vasco.

Este simpósio tem como objetivo a criação de quatro composições sobre a música de António Fragoso e posteriormente cocriação de uma Suíte Sinfónica a partir das composições criadas no âmbito da residência musical.

O concerto de encerramento do simpósio realiza-se em dezembro de 2023, com a Orquestra Sinfónica António Fragoso, dirigida pelo maestro Eliseu Silva, a estrear as obras compostas pelo Collegium de Compositores.

No âmbito desta atividade, está previsto, em abril, a residência artística de dois compositores, do Rumus Ensemble, em “local a designar” em que apresentarão “um espetáculo cuja temática será uma passagem pela música das 11 regiões de Portugal”.

A AAF tem ainda previsto um “concerto multidisciplinar”, no dia 15 de abril, no Mosteiro do Lorvão de Penacova e, no dia seguinte, no Centro Cultural de Carregal do Sal, pela Opus 21, que inclui intervenções de músicos locais.

Também em abril, mas em Oslo, apresenta-se o Rumus Ensemble com o objetivo de mostrar “como a cultura tradicional pode ser encarada numa abordagem contemporânea criativa, relacionando a música com a multimédia”.

O coro misto da Universidade de Coimbra e a Opus 21 apresentam-se a 27 de maio no auditório Paulo Quintela com um programa que inclui as Toadas da Minha Aldeia, e as Canções do Sol Poente, de António Fragoso, e o Stabat Mater, de Poulenc.

O combo de jazz Fo(u)r Mallets criado no seio da AAF, liderado pelo percussionista Tiago Baptista, e do qual fazem ainda parte Ricardo Coelho, Duarte Ventura e Eduardo Cardinha, atua a 08 de julho, no Centro Cultural de Carregal do Sal, no distrito de Viseu.

Com o objetivo de explorar o diálogo musical, o trio de ‘reggae’ Emeterians atua, a 30 de julho, em Cantanhede, com a Opus 21 e o grupo de cordas da Orquestra António Fragoso.

No dia 06 de outubro, no TAGV, em Coimbra, dá-se um concerto pela Orquestra António Fragoso, sendo solista o pianista António Rosado, para interpretar o concerto n.º 1 para Piano e Orquestra, de João Vasco.

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