Educação

Cansaço físico e mental afeta 80% dos assistentes operacionais nas escolas

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 semanas atrás em 25-06-2024

Quase 80% dos assistentes operacionais que trabalham nas escolas sentem-se cansados física e psicologicamente e a quase totalidade (98%) considera o seu salário injusto, conclui um inquérito realizado pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (Stop).

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O inquérito realizado pelo Stop aos assistentes operacionais, que contou com 3.369 respostas de assistentes operacionais de mais de 100 municípios portugueses, mostra que quase 80% daqueles profissionais não docentes sentem-se cansados física e psicologicamente ao fim do dia de trabalho, revelou o coordenador nacional do sindicato, André Pestana, numa conferência de imprensa realizada hoje em Coimbra.

Cerca de metade (56%) mostram-se insatisfeitos com as suas funções, 87% criticam o modelo de avaliação e um em cada dez dos inquiridos afirmam que já foram colocados temporariamente a desempenhar outras funções no seu município, fora do âmbito escolar.

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Um terço dos assistentes operacionais afirma não ter um local apropriado na sua escola para tomar as refeições, com percentagem semelhante a referir já ter tido pelo menos um acidente de trabalho, de acordo com os dados do inquérito disponibilizados pelo Stop.

Dos inquiridos, 13% disseram ainda que já tinham sido vítimas de assédio moral ou laboral por parte de um superior hierárquico e 67% afirmaram sentir-se abandonado pelos municípios.

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“Os resultados do inquérito revelam um panorama preocupante da realidade dos assistentes operacionais nas escolas públicas portuguesas”, disse André Pestana, vincando que a profissão “é marcada por baixos níveis de satisfação, condições de trabalho precárias, relações interpessoais conflituosas e falta de reconhecimento”.

Para o dirigente sindical, os profissionais “estão exaustos, desmotivados e frustrados”, considerando que é “urgente” melhorar as suas condições de trabalho.

Na quarta-feira, o Stop terá uma reunião com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação sobre os profissionais não docentes, onde serão também abordadas estas questões associadas aos assistentes operacionais, assim como as reivindicações de todos os outros profissionais, em que o aumento salarial é “uma questão transversal a praticamente todas as pessoas que trabalham nas escolas”.

Para além dessa reunião, haverá uma outra com a tutela, também na quarta-feira, em que o Stop irá defender a revogação do atual decreto-lei que transformou a mobilidade por doença “num concurso”, afirmou André Pestana.

O coordenador do Stop considera que deveria ficar em vigor o anterior decreto-lei relativo à mobilidade por doença, ao mesmo tempo que sejam promovidas negociações para a construção de um novo mecanismo, “atualizado e que, de forma alguma, coloque em questão a dignidade de cada ser humano”.

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