Um atleta do Clube Náutico de Ponte de Lima e da Federação Portuguesa de Canoagem, estudante em Coimbra, expressou a sua frustração pelo impedimento de utilizar o rio Mondego para treinar, apesar de estarem em condições de segurança.
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O atleta explicou que, nas últimas semanas, a prática da canoagem foi dificultada pelas tempestades que afetaram a região centro, mas que, com o regresso à normalidade, continuam confinados à prática em terra: “Não somos ouvidos e parece-me pertinente que o sejamos uma vez que daqui a poucas semanas a nossa época desportiva se inicia e, a nosso ver, injustamente, continuamos afastados do nosso meio de treino e trabalho.”
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O atleta, que acumula títulos nacionais e internacionais, sublinha a importância dos treinos para a manutenção do desempenho: “Para nós é extremamente importante trabalharmos para bons resultados, são eles que, muitas vezes, através de bolsas, nos permitem conciliar tanto a vida académica como desportiva, ambas, ao mais alto nível.”
Segundo o mesmo, a limitação tem impacto direto na preparação: “Passamos de treinar acima das 20 horas semanais para quase nada, já que o nosso treino se restringe a corridas e ginásio. É extremamente frustrante e desagradável ver imagens de colegas a treinar em locais com piores condições e nós continuarmos sem acesso à água de forma injustificada.”
O atleta questiona também a segurança da proibição: “Nestes dias de temperaturas mais elevadas tive a oportunidade de ver pessoas, jovens, a fazer praia junto à ponte pedonal e, alguns deles, até a banharem-se junto à areia. Pergunto, não será isso muito mais perigoso do que pessoas com mais de uma década de experiência pagaiarem no rio?”
Apesar de possuírem o seu próprio material, cotas regularizadas e a assinatura de um termo de responsabilidade, continuam sem acesso ao rio. “É possível utilizar o rio em segurança, apenas nos mantemos confinados porque os clubes querem uma rápida intervenção no mesmo, sendo um incómodo alguém o utilizar… enquanto isto, atletas com inúmeros títulos nacionais e internacionais mantêm-se confinados da utilização do seu material pessoal”, acrescentou.
O grupo espera que a situação seja resolvida antes do início da época competitiva, de modo a não comprometer o desempenho e a continuidade de bolsas e apoios: “Pedia que expusessem o nosso problema para ver se o resolvemos e desbloqueamos este impasse a tempo de conseguirmos preparar as nossas próximas competições.”
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