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Autárquicas

Candidato pelo PSD a Condeixa quer “uma Câmara mais transparente”

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O candidato do PSD, Nuno Manuel Mendes Claro, à autarquia de Condeixa-a-Nova, em entrevista escrita ao Notícias de Coimbra (NDC), criticou a “falta de transparência” do atual executivo (PS), e disse ser prioritário o “alargamento da zona industrial”. O NDC deu oportunidade aos candidatos para darem a conhecer melhor as bandeiras que sustentam as suas candidaturas às câmaras municipais nestas eleições.

Notícias de Coimbra (NDC) – Que balanço faz do último mandato? 

Nuno Manuel Mendes Claro – Considerando que o nosso mandato correspondeu a um exercício de oposição, considero que o cumprimos de forma muito empenhada, muito séria e muito comprometida com as aspirações dos nossos eleitores. Acompanhámos de perto todos os dossiers, divulgámos como nunca toda a nossa atividade, apresentámos propostas, votámos a favor das propostas do executivo socialista sempre que os interesses do município e das populações assim o impunham, mas não deixámos de votar contra, convicta e fundamentadamente quando aqueles interesses assim também o determinaram. Globalmente ficámos ainda mais conscientes de que Condeixa perdeu tempo e oportunidades rumo ao desenvolvimento que merece. 

NDC – O que ficou por fazer e, na sua opinião, era prioritário? 

A pergunta obriga-me a uma resposta em três planos diferentes. Num primeiro plano, o do desenvolvimento económico, ficou por cumprir por mais um mandato o alargamento da nossa zona industrial. Condeixa não tem hoje forma de captar investimento simplesmente porque o executivo socialista presidido por Nuno Moita não cuidou das soluções que permitissem acolher novas empresas e oportunidades de emprego.

Num segundo plano, o da participação cívica, ficaram por cumprir e executar vários projetos do orçamento participativo que lograram vencer há quatro, cinco, seis e mais anos. Ao não os cumprir, ao não executar tais projetos, o executivo defraudou assim as legítimas expetativas dos munícipes que participaram no orçamento participativo e descredibiliza estas formas de participação democrática.

Finalmente, num plano quase moral e ético, ficou por cumprir o protocolo celebrado com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Condeixa, que conduzia à construção do novo quartel, e ficou também por cumprir a primeira das deliberações da Câmara Municipal do mandato 2017/2021, a atribuição de €10.000 às vítimas dos incêndios de 2017, deliberação essa amplamente divulgada nos meios de comunicação social, mas que nunca passou disso mesmo. Esta última é mesmo o exemplo perfeito de uma forma de governo autárquico com a qual não me identifico de todo.  

NDC – O que faria diferente se tivesse sido presidente nestes últimos anos? 

As nossas prioridades teriam passado por uma proativa captação de empresas e isso implicava ter concretizado o alargamento da nossa zona industrial. Teriam passado pelo desenvolvimento turístico que não se esgotasse na existência do Museu PO.RO.S que se vem revelando a única aposta deste executivo, mas que, tal como vem sendo gerido, é de duvidosa sustentabilidade e não se concretiza no tal produto turístico que gere dormidas e atividade económica.

A prioridade seria ainda, e sempre, a qualidade de vida. Condeixa acelerou bastante neste último mandato a sensação de que os nossos espaços públicos e de lazer não vêm merecendo o devido cuidado nem correspondem ao investimento que os condeixenses dedicam mercê dos seus impostos.

Finalmente, faríamos diferente no que à transparência de procedimentos diz respeito. Em Condeixa a maioria socialista recusa hoje qualquer hipótese de transmissão das sessões dos órgãos autárquicos, recusou qualquer debate público nestas autárquicas de 2021 e esta opacidade prejudica o processo democrático e o livre esclarecimento de todos os condeixenses enquanto comunidade. Das nossas propostas constam soluções como a criação da App município de Condeixa ou a Condeixa TV que visa transmitir as sessões da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal, com utilização dos necessários meios audiovisuais e informáticos, colocando também esses meios à disposição da comunidade e das várias freguesias, concretizando uma forma totalmente diferente de olhar para estas matérias. 

NDC – Quais são as principais propostas que apresenta nesta candidatura e o que as diferencia das demais? 

Mais uma vez, no plano económico, é imperativo concretizar o alargamento da nossa zona industrial. É também necessário olhar para a política de mobilidade que pressupõe que os cidadãos, quer vivam em zonas urbanas ou aldeias, disponham de condições de mobilidade que lhes proporcionem deslocações seguras, confortáveis, com tempos aceitáveis, custos acessíveis e de acesso generalizado. Parece impossível que se mencione ainda em 2021, mas a qualidade dos serviços de distribuição de água e de drenagem de esgotos prestados aos cidadãos é ainda uma preocupação e é necessário que se faça com um tarifário justo e moderno.

Devolver o espaço público às pessoas e concretizar gradualmente a transição suave entre a vila e as urbanizações a poente do IC2. Trazer uma nova e diversificada oferta turística, com projetos como o novo Pavilhão Multiusos, a construção da Praia Fluvial do Parque Verde de Condeixa, o Museu dos Moinhos e Azenhas, a construção de passadiços nas margens do rio dos Mouros, a construção do Centro Hípico de Condeixa/Escola Municipal de Equitação, entre tantos outros, que não consigo diferenciar das demais candidaturas pelo simples facto de não reconhecer nas demais e novas candidaturas nada de inovador e, quanto à candidatura do PS, não conhecer à data em que vos respondo o seu programa eleitoral. 

Que palavra escolheria para o definir, enquanto pessoa, político e candidato? 

Perseverante. 

Também na “corrida” à Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova estão: o recandidato pelo Partido Socialista (PS) Nuno Moita, Octávio Ferreira (Chega) e Fernando Silva (Bloco de Esquerda) e Carlos Fontes pela Coligação Democrática Unitária (CDU).

O ato eleitoral para estas Eleições autárquicas 2021 está marcado para o próximo domingo, 26 de setembro.

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